Milho inverte sinal e fecha no vermelho em Chicago, enquanto segue firme no mercado do Brasil
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O mercado do milho na Bolsa de Chicago inverteu sua direção e fechou o pregão desta quinta-feira (25) no vermelho na Bolsa de Chicago. Os futuros do cereal terminaram o dia perdendo entre 6,25 e 8,25 pontos, com o dezembro valendo US$ 6,50 e o março, US$ 6,56 por bushel.
O cereal sentiu o peso mais agressivo da soja, que foi intensificando suas perdas e concluiu a sessão na CBOT com baixas de mais de 20 pontos.
Segundo o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, o mercado passou por um movimento técnico de liquidação de posições e realização de lucros, depois de altas bastante fortes sendo registradas no início da semana, já que os fundamentos seguem positivos.
"O mercado do milho tem fundamentos, a safra da Europa está muito comprometida, e isso é um fator importante, uma garantia de que a nova safrinha vai ter comprador, já tem mercado. Hoje, basicamente, foi pressão do mercado financeiro. Os fundamentos são bons, se segurando perto dos US$ 6,50", diz.
O consultor destaca não só os problemas com o clima na Europa e as perdas que estão se registrando por lá, mas também na China, onde as baixas na safra são agressivas e extensas. Mais do que isso, os números do Pro Farmer Crop Tour indicam uma produtividade do cereal bem comprometida nos EUA.
MERCADO BRASILEIRO
Na B3, os futuros do milho fecharam a quinta-feira em campo misto. Os primeiros vencimentos cederam, enquanto os demais mais e os mais alongados subiram, levando o janeiro/23 a R$ 91,95 por saca.
O mercado segue de olho nos movimentos registrados na Bolsa de Chicago - com novas altas sendo marcadas nesta quinta - mas também atento à conclusão da segunda safra brasileira, com a chegada da nova oferta e o caminhar dos negócios.
"Com indicativos de que a safra deve fechar entre 86 e 88 milhões de toneladas, e ainda tendo quase metade deste volume para ser comercializado de agora em diante, os produtores continuam apostando que o mercado vai avançar a frente. Por isso, os negócios tem fluído de maneira pontual, com movimento maior de fechamentos para milho do Centro-Oeste. Há ainda produtores que estão aproveitando do momento que mostrou alta nos portos para novas exportações, que também estão fluindo bem", explica Brandalizze.
Há muitos compradores no mercado agora, com boas referências se formando e se sustentando - mesmo em plena chegada da safra - tanto nos portos, quanto no interior do Brasil.
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