B3 sente pressão do dólar e de Chicago e milho recua 1,5% nesta 5ªfeira
![]()
A quinta-feira (03) chega ao final com os preços futuros do milho consolidando movimentações baixistas na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações recuaram ao longo de todo o dia e encerraram na faixa entre R$ 86,10 e R$ 92,84.
O vencimento novembro/22 foi cotado à R$ 86,10 com queda de 0,92%, o janeiro/23 valeu R$ 89,88 com perda de 1,22%, o março/23 foi negociado por R$ 92,84 com baixa de 1,53% e o maio/23 teve valor de R$ 92,56 com desvalorização de 1,53%.
Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a B3 sofreu um reflexo duplo do dólar em baixa ante ao real e das quedas dos futuros de milho na Bolsa de Chicago.
“A B3 está corrigindo, porque ontem não operou e hoje está para baixo caindo R$ 0,70 ou R$ 0,80 abaixo do que estava na terça-feira. Já há uma pressão de baixa nos portos com R$ 91,00 para a posição novembro até R$ 94,00 ou R$ 95,00 para janeiro, já teve uma retração de R$ 2,00 nas posições que se pagavam antes”, destaca.
Já à nível de balcão, Brandalizze destaca que houve pouca, ou nenhuma mudança, já que estamos em uma semana de pouco movimento. “O balcão gaúcho e nas missões gaúchas está de R$ 82,00 a R$ 84,00, o balcão de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Triângulo Mineiro vai de R$ 75,00 a R$ 85,00, igual à terça-feira”.
No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho também recuou nesta volta de feriado. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas encontrou valorizações apenas em Brasília/DF. Já as desvalorizações apareceram nas praças de Ubiratã/PR, Londrina/PR, Cascavel/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Palma Sola/SC, Jataí/GO, Rio Verde/GO, São Gabriel do Oeste/MS, Eldorado/MS, Itapetininga/SP e Porto Paranaguá/PR.
Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira
De acordo com a análise diária da Agrifatto Consultoria, “com as exportações firmes, o milho segue sendo comercializado acima dos R$ 85,00/sc em Campinas/SP”.
Mercado Externo
A Bolsa de Chicago (CBOT) também finaliza uma quinta-feira baixista para os preços internacionais do milho futuro.
O vencimento dezembro/22 foi cotado à US$ 6,79 com desvalorização de 8,25 pontos, o março/23 valeu US$ 6,84 com queda de 8,00 pontos, o maio/23 foi negociado por US$ 6,84 com perda de 7,75 pontos e o julho/23 teve valor de US$ 6,79 com baixa de 7,25 pontos.
Esses índices representaram recuos, com relação ao fechamento da última quarta-feira (02), de 1,16% para o dezembro/22, de 1,16% para o março/23, de 1,16% para o maio/23 e de 1,02% para o julho/23.
Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho caíram mais de 1% em uma rodada de vendas técnicas após um dólar americano fortemente mais forte, juntamente com um conjunto sem brilho de dados de exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) esta manhã.
As vendas semanais de milho foram de 372,2 mil toneladas, dentro das projeções do mercado, as quais variavam de 250 mil a 600 mil toneladas. Desde o início da temporada, os números do milho têm se desenvolvido de forma mais tímida do que os da soja, e em todo ano comercial o país chega a 14,467,4 milhões de toneladas comprometidas, 53% menos na comparação anual.
0 comentário
Apoiados na demanda e no petróleo, futuros do milho fecham a segunda-feira com valorizações acima de 1% em Chicago
Exportação brasileira de milho passa de 2,2 milhões de toneladas nos 10 primeiros dias de agosto
Futuros do milho seguem em alta na Bolsa de Chicago com Oriente Médio e USDA dando força nesta segunda-feira
AgRural: Colheita da safrinha de milho vai a 85% no Centro-Sul; plantio de verão começa
Vendas dos EUA impulsionam e futuros do milho sobem em Chicago nesta segunda-feira
Colheita da segunda safra de milho no centro-sul avança para 85%, aponta AgRural