Milho: Preços cedem na B3 com realização de lucros nesta 5ª feira
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A quinta-feira (16) foi de baixa para os preços do milho negociados na Bolsa Brasileira, a B3. As perdas chegaram a 1,7% entre os principais vencimentos, com o janeiro a R$ 67,09 e o março a R$ 70,60 por saca. O mercado passou por correções depois das últimas altas e vai buscando seu equilíbrio, operando durante todo o dia em campo negativo.
"O mercado deu uma acomodada, mas o milho está barato. Está barato lá fora, está barato aqui dentro. Está em um momento de movimento técnico, buscando um lucro sobre os dias anteriores. Mas, não tem muito espaço para cair não", explicou o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.
Assim, embora as baixas se mostrem nesta quinta, o mercado ainda mantém muita atenção sobre os problemas que são registrados na safra de verão - em especial pelo excesso de umidade no sul do Brasil - bem como nos alertas que a segunda safra de 2024 já carregam em função de todo o atraso que se dá no plantio da soja neste momento.
Além disso, a demanda pelo milho brasileiro também continua bastante aquecida e atuando como um pilar importante e determinante para as cotações do grão no Brasil. Os traders monitoram, desta forma, a competitividade do milho do Brasil versus a dos seus principais concorrentes.
BOLSA DE CHICAGO
Na Bolsa de Chicago, os futuros do cereal foram na contramão dos mercados vizinhos e fechou em terreno positivo. Os preços subiram pouco mais de 4 pontos nas posições mais negociadas, com o dezembro chegando aos US$ 4,74 e o o maio a US$ 5,03 por bushel.
"O fechamento se deu próximo das máximas do dia e isso sinalizando um
quadro positivo também, mostrando que o milho está muito barato. Além disso, tinha recuado no dia anterior e agora necessitava de uma correção técnica para cima e veio", explica Brandalizze. "A demanda por ração já está crescendo no Hemisfério Norte e os importadores têm vindo agressivos para novas compras".
O mercado também foi estimulado pelos bons números das vendas semanais para exportação, reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta quinta-feira.
As vendas foram de 1,807,500 milhão de toneladas, contra projeções que variavam de 900 mil a 1,55 milhão. O México foi o maior comprador do cereal norte-americano. Com este volume, o total já vendido pelo país é de 21,098,3 milhões de toneladas, 33% maior do que no ano anterior, neste mesmo intervalo. O USDA estima que as exportações 2023/24 em 52,71 milhões de toneladas.
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