Preço do milho nesta segunda-feira salta até 2,5% com B3 de olho no clima e em Chicago
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A segunda-feira (13) chega ao final com os preços futuros do milho contabilizando movimentações positivas na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuaram na faixa entre R$ 72,23 e R$ 79,92, subindo até 2,5%.
De acordo com a análise da Agrinvest, o primeiro dos fatores que impulsionaram essas altas no início da semana foi a força vinda das movimentações de altas na Bolsa de Chicago, que refletiram também no mercado brasileiro.
Outro fator de alta para os futuros do milho na B3 foi a preocupação com o clima na América do Sul. “As chuvas não estão dando trégua na faixa central do Brasil e Matopiba, impactando na colheita da soja, o que deve atrasar o plantio da safrinha 2025. Além disso, as altas temperaturas e seca na Argentina também devem impactar negativamente os rendimentos da safra 2024/25, reduzindo ainda mais os estoques globais para o cereal”, afirmam os analistas da consultoria.
A SAFRAS & Mercado também destacou que o mercado brasileiro de milho iniciou a semana com firmeza nas cotações, diante do avanço da colheita no país e pela recente alta nos preços dos portos, após o relatório do USDA de sexta-feira (10).
Segundo o consultor de Safras & Mercado, Paulo Molinari, o relatório do USDA agitou o mercado na exportação, com destaque para negócios via Porto de Rio Grande para fevereiro até R$ 80,00 a saca.
Para Molinari, o mercado está mais condicionado agora a ter preços mais sustentados daqui para a frente mesmo com a colheita no Brasil. Observa que o relatório puxa preços em Chicago, sustenta cotações nos portos e no mercado interno.
Ainda nesta segunda-feira, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) informou que o volume embarcado de milho não moído (exceto milho doce) até aqui em janeiro atingiu 1.322.877,4 toneladas. O volume representa 27,12% do total exportado no mesmo mês do ano passado, que ficou em 4.876.296,6 toneladas.
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Sendo assim, a média diária de embarques nestes 7 primeiros dias úteis do mês ficou em 188.982,5 toneladas, representando queda de 14,7% com relação a média diária embarcadas de janeiro do ano anterior, em ficou em 221.649,8 toneladas.
Na visão de Raphael Bulascoschi, Analista de Inteligência de Mercado de Milho da StoneX, a esperança para o setor de exportação de milho em 2025 é a volta da China comprando o grão brasileiro, assim como em 2023.
“2024 foi um ano mais morno no comércio de milho entre Brasil e China, mas em 2023 a China importou mais de 16 milhões de toneladas de milho do Brasil. Então, se a China voltar com mais força para o mercado isso pode movimentar novamente os embarques”, diz Bulascoschi.
Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira
O vencimento janeiro/25 foi cotado à R$ 75,07 com alta de 1,21%, o março/25 valeu R$ 79,92 com valorização de 2,53%, o maio/25 era negociado por R$ 76,88 com elevação de 1,96% e o julho/25 tinha valor de R$ 72,23 com ganho de de 0,96%.
No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho teve poucas alterações neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização somente em Sorriso/MT e valorização apenas em Palma Sola/SC e Brasília/DF.
Mercado Externo
Os preços internacionais do milho futuro também encerraram as atividades desta segunda-feira somando variações positivas na Bolsa de Chicago (CBOT) e atingindo os maiores patamares em 1 ano, após subirem até 1,7%.
Os números divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na última sexta-feira seguiram dando suporte ao mercado nesta segunda-feira, conforme apontando pelos analistas da Agrinvest.
Os estoques finais de milho foram apontados pelo USDA em 39,12 milhões de toneladas, enquanto no mês passado a estimativa era de 44,15 milhões. O reporte também cortou a produção de milho dos EUA de 384,64 para 377,63 milhões de toneladas.
Ainda de acordo com a consultoria, além dessa revisão da produtividade norte-americana, o milho recebeu apoio positivo do trigo e do petróleo, já que os EUA estão ampliando as sanções contra a Rússia, o que causa intensificação nos conflitos geopolíticos no Mar Negro.
O vencimento março/25 foi cotado à US$ 4,76 com elevação de 6,00 pontos, o maio/25 valeu US$ 4,86 com ganho de 7,25 pontos, o julho/25 foi negociado por US$ 4,90 com alta de 8,00 pontos e o setembro/25 teve valor de US$ 4,56 com valorização de 8,00 pontos.
Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última sexta-feira (10), de 1,28% para o março/25, de 1,51% para o maio/25, de 1,66% para o julho/25 e de 1,78% para o setembro/25.
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