Entre queda da soja e alta do trigo, milho fecha 2ªfeira negativo em Chicago
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A segunda-feira (02) chega ao final como mais um pregão de movimentações negativas para os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3).
O milho brasileiro segue em queda na B3 recebendo pressão da aproximação da colheita da segunda safra, que é estimada em 105 milhões de toneladas pelos analistas da Agrinvest.
“A maior oferta aumentou a competitividade do Brasil no mercado externo, mas os embarques seguem lentos com apenas 68 mil toneladas exportadas em maio. Para junho, as nomeações estão em 245 mil toneladas nomeadas”, aponta a Agrinvest.
Essa pressão nos preços está sendo sentida pelos produtores que estão iniciando os trabalhos de colheita da safrinha. Em Primavera do Leste no Mato Grosso, o produtor rural Edval Zafalon conta que a proximidade da colheita e os desafios logísticos de frete e armazenamento estão derrubando as cotações e deixando mais difícil cobrir os custos de produção.
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Ainda nesta segunda-feira, o Cepea divulgou sua semanal apontando que, os preços do milho seguem em queda no mercado doméstico.
“A oferta do cereal vem aumentando, e a expectativa é que a disponibilidade continue elevada nas próximas semanas, sobretudo por conta do início da colheita da segunda safra. Esse cenário deixa vendedores mais flexíveis nos negócios e consumidores mais afastados das aquisições, estes demandantes compram apenas volumes para o curto prazo. No início da semana passada, notícias indicando a possibilidade de geadas em parte das praças produtoras de milho até deram certo suporte aos valores, à medida que deixou produtores cautelosos. De qualquer forma, a perspectiva de ampla oferta no Brasil se sobrepõe e mantém os valores em queda”, explicam os pesquisadores do Cepea.
Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira
O vencimento julho/25 foi cotado à R$ 62,78 com queda de 0,32%, o setembro/25 valeu R$ 63,94 com desvalorização de 0,70%, o novembro/25 foi negociado por R$ 67,50 com baixa de 0,43% e o janeiro/26 teve valor de R$ 71,17 com perda de 0,25%.
No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho também caiu neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização nas praças de Sorriso/MT e Luís Eduardo Magalhães/BA.
Mercado Externo
Já os preços internacionais do milho futuro ficaram entre as fortes quedas da soja e as altas registradas pelo trigo para encerrar a segunda-feira levemente negativos na Bolsa de Chicago (CBOT).
As cotações do cereal começaram o pregão com altas impulsionadas pelo trigo, diante da escalada da guerra no Mar Negro, após ataque massivo da Ucrânia à Rússia, reacendendo preocupações com a oferta global. Além disso, o dólar mais fraco nesta segunda-feira também favoreceu os grãos norte-americanos.
Por outro lado, o milho fechou sentindo a pressão vinda do recuo da soja e demais ativos do complexo, diante do agravamento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China.
“Pequim acusou Washington de violar a trégua firmada em Zurique e prometeu retaliação. O impasse reduz as chances de retomada das compras chinesas de soja americana. Além disso, o mercado segue pressionado pelos rumores de isenção às pequenas refinarias no mandato de biocombustíveis, medida que é negativa para a demanda por óleo de soja”, apotam os analistas da Agrinvest.
O vencimento julho/25 foi cotado à US$ 4,38 com desvalorização de 5,75 pontos, o setembro/25 valeu US$ 4,20 com perda de 2,50 pontos, o dezembro/25 foi cotado à US$ 4,35 com baixa de 2,75 pontos e o março/25 teve valor de US$ 4,51 com queda de 2,25 pontos.
Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última sexta-feira (30), de 1,3% para o julho/25, de 0,59% para o setembro/25, de 0,63% para o dezembro/25 e de 0,50% para o março/25.
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