Ritmo da exportação dos EUA traz suporte para o milho nesta 5ªfeira, mas Chicago segue pressionada por oferta
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A quinta-feira (14) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações lateralizadas e próximas da estabilidade na Bolsa de Chicago (CBOT).
As cotações do cereal começaram o pregão estendendo as perdas acumuladas ontem, mas ganharam força após a divulgação do relatório de vendas para exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
Para safra nova, foram reportadas vendas de 2,047,8 milhões de toneladas de milho, sendo a maior parte delas para o México. O mercado esperava números entre 900 mil e 2,4 milhões de toneladas.
Com os números dessa semana, o acumulado do programa da safra nova subiu para mais de 13 milhões de toneladas, mais do que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado.
“O milho americano segue como o mais competitivo no mercado internacional”, destaca a análise da Agrinvest.
Por outro lado, a pressão vinda do relatório de oferta e demanda do USDA divulgado na terça-feira segue presente no mercado. As novas projeções mostram colheita de 425 milhões de toneladas, número que é 23 milhões de toneladas acima das últimas projeções e classificado pela Royal Rural como o maior aumento da história em um único relatório.
O vencimento setembro/25 foi cotado a US$ 3,75 com alta de 1 ponto, o dezembro/25 valeu US$ 3,97 com estabilidade, o março/26 foi negociado por US$ 4,14 com queda de 1 ponto e o maio/26 teve valor de US$ 4,24 com perda de 1,25 ponto.
Esses índices representaram ganho de 0,27% para o setembro/25, estabilidade para o dezembro/25 e baixas de 0,24% para o março/26 e de 0,29% para o maio/26, com relação ao fechamento da última quarta-feira (13).
Mercado Brasileiro
Para os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3), a quinta-feira chegou ao final com movimentações no campo misto.
Hoje a Conab atualizou suas projeções para a safra de grãos 2024/25 no Brasil e aumentou a produção total de milho, motivada pela revisão positiva da produção da segunda safra, que agora está em 109 milhões de toneladas.
Até o momento, o consenso do mercado segue sendo de uma produção entre 112 e 115 milhões de toneladas para esta safrinha, diante das condições favoráveis de clima e lavouras que propiciaram uma safra cheia este ano.
“Apesar disso, as vendas dos produtores seguem focadas na soja, enquanto o farmer selling do milho está lento”, destacam os analistas da Agrinvest.
Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira
O vencimento setembro/25 foi cotado a R$ 64,54 com queda de 0,46%, o novembro/25 valeu R$ 66,83 com baixa de 0,18%, o janeiro/26 foi negociado por R$ 70,01 com alta de 0,09% e o março/26 teve valor de R$ 72,79 com perda de 0,15%.
No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho teve movimentos positivos neste penúltimo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorizações apenas em Sorriso/MT, enquanto as valorizações apareceram nas praças de Jataí/GO, Rio Verde/GO e Luís Eduardo Magalhães/BA.
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