Novas vendas de milho dos EUA sustentam valorizações em Chicago nesta terça-feira
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A terça-feira (23) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações positivas na Bolsa de Chicago (CBOT).
O primeiro fator positivo que atuou no mercado de hoje foi o relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgado no final da tarde de segunda-feira que reduziu a classificação das lavouras de milho dos EUA.
Até o início da semana, a colheita de milho dos EUA estava 11% concluída, contra 7% sete dias antes, e estável em relação à média para esta época do ano. O USDA também apontou que 66% da safra obteve classificação de qualidade máxima, uma queda de um ponto percentual em relação à semana anterior.
Outro reporte altista ao longo do dia foram novas vendas de milho dos EUA anunciadas pelo USDA. O país vendeu 122,947 mil toneladas do cereal, sendo 100,593 mil da safra 2025/26 e 22,354 mil da safra 2026/27.
Por fim, a análise da Agrinvest aponta papel auxiliar para o trigo, que ajudou a puxar o milho no pregão ao se valorizar enquanto o mercado avalia melhor o contexto de oferta global.
O vencimento dezembro/25 foi cotado a US$ 4,26 com valorização de 4,50 pontos, o março/26 valeu US$ 4,43 com elevação de 4,25 pontos, o maio/26 foi negociado por US$ 4,52 com ganho de 3,75 pontos e o julho/26 teve valor de US$ 4,58 com alta de 3,50 pontos.
Esses índices representaram elevações, com relação ao fechamento da última segunda-feira (22), 1,07% para o dezembro/25, de 0,97% para o março/26, de 0,84% para o maio/26 e de 0,77% para o julho/26.
Mercado Interno
Apesar da força internacional, os preços futuros do milho recuaram na Bolsa Brasileira (B3) nesta terça-feira.
De acordo com a análise da Agrinvest, os futuros do cereal na B3 acabaram puxados para baixo junto com um dólar mais fraco frente ao real e por preocupações sobre a demanda para as exportações nacionais.
“Há pressão pela decisão do governo argentino em zerar as retenciones dos grãos até o final de outubro, o que deve estimular o farmer selling do país vizinho. Com o possível aumento das vendas de exportação da Argentina e milho americano bastante competitivo, fica cada vez mais difícil do Brasil acelerar o seu programa de exportação”, dizem os analistas da consultoria.
Confira como ficaram todas as cotações nesta terça-feira
O vencimento dezembro/25 foi cotado a R$ 66,40 com queda de 0,24%, o janeiro/25 valeu R$ 69,25 com perda de 0,07%, o março/26 foi negociado por R$ 72,05 com desvalorização de 0,46% e o maio/26 teve valor de R$ 71,00 com baixa de 0,25%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho teve poucas movimentações neste segundo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização apenas em Sorriso/MT e Cândido Mota/SP.
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