Mercado brasileiro volta do feriado com poucas movimentações e milho fecha 4ªfeira estável na B3
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A quarta-feira (18) chega ao fim com os preços internacionais do milho futuro registrando poucas movimentações na Bolsa de Chicago (CBOT).
De acordo com informações do site internacional Farm Futures, embora os contratos futuros de milho continuem a se recuperar da queda acentuada provocada pelos números pessimistas do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em 12 de janeiro, a questão para os investidores esta semana é se os números divulgados no Fórum de Perspectivas da agência farão o mercado tropeçar novamente.
“O fundamento do milho é bom. Tem demanda crescente, os Estados Unidos vão aumentar a mistura de biocombustível na gasolina, o que é mais demanda para o milho, a exportação dos EUA também foi aumentada, o mundo está consumindo mais de 1,3 bilhão de toneladas de milho”, aponta Vlamir Brandalizze, analista de mercado da Brandalizze Consulting.
O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,27 com alta de 0,75 ponto, o maio/26 valeu US$ 4,36 com valorização de 1 ponto, o julho/26 foi negociado por US$ 4,44 com ganho de 0,50 ponto e o setembro/26 teve valor de US$ 4,45 com elevação de 0,75 ponto.
Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última terça-feira (17), de 0,18% para o março/26, de 0,23% para o maio/26, de 0,11% para o julho/26 e de 0,17% para o setembro/26.
Mercado Interno
Na Bolsa Brasileira (B3), a quarta-feira também foi de poucas flutuações para os preços futuros do milho, que fecharam o pregão próximos da estabilidade.
Segundo análise da Agrinvest, o milho retornou do feriado com mercado travado e baixa liquidez, apesar do consumo seguir rodando normalmente.
“Na retomada, o físico endureceu, com disputa de preços mais evidente e dificuldade de fechar negócios. Na última semana, compradores elevaram indicações tentando destravar volume, mas encontraram produtores recuados e sem pressa para vender”, apontam os analistas.
“As pedidas mais altas limitaram a fluidez do mercado e reforçaram a percepção de escassez pontual. A remarcação antecipada já vinha sendo sinalizada e confirma o físico como principal driver das decisões”, acrescenta a consultoria.
Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira
O vencimento março/26 foi cotado a R$ 70,95 com queda de 0,23%, o maio/26 valeu R$ 70,39 com perda de 0,31%, o julho/26 foi negociado por R$ 68,65 com baixa de 0,06% e o setembro/26 teve valor de R$ 68,18 com desvalorização de 0,06%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho teve alguns recuos neste meio de semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorizações nas praças de Castro/PR e Sorriso/MT.
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