Milho fecha com forte queda na B3 pressionado pelo dólar, clima no BR e baixas em Chicago
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A quarta-feira (8) foi negativa para os preços do milho negociados tanto na B3, quanto na Bolsa de Chicago. O mercado refletiu uma combinação de fatores técnicos e fundamentais e registrou baixas expressivas, principalmente no mercado futuro brasileiro. As cotações terminaram o dia perdendo entre 1% e 1,4% nos contratos mais negociados, levando o maio a R$ 69,13 e o setembro a R$ 70,60 por saca.
Segundo explicam analistas e consultores, o dólar em queda forte frente ao rel - tendo testado patamares abaixo dos R$ 5,10 nesta quarta - é um dos fatores de maior pressão sobre os futuros do cereal. A moeda americana fechou o dia recuando 1,01% e valendo R$ 5,10. Ao longo do dia, porém, chegou aos R$ 5,05.
Também no radar dos traders estão a conclusão da colheita da safra de verão e a evolução melhor do plantio da safrinha no Brasil, já que chuvas melhores chegaram a regiões importantes de produção - como o Paraná, por exemplo - trazendo um peso a mais para as cotações.
"No Brasil, o mercado físico está pressionado, oscilando entre pequenas quedas e estabilidade nas principais regiões produtoras do país", afirma o analista de mercado João Vitor Bastos, da Pátria Agronegócios.
BAIXAS EM CHICAGO
Do mesmo modo, na Bolsa de Chicago, os preços também cediam de forma significativa, reagindo ao avanço adequado do plantio da safra 2026/27 dos Estados Unidos e também à derrocada dos preços do petróleo. As perdas nas posições mais negociadas foram de 1,75 a 2,25 pontos, levando o maio a US$ 4,47 e o setembro a US$ 4,61 por bushel.
O mercado de energias vem devolvendo boa parte do que subiu nas últimas semanas, com os barris de brent e WTI abaixo dos US$ 100,00, depois de anunciado o cessar-fogo entre Irã e os Estados Unidos, embora com informações ainda muito divergentes sobre o acordo, que deverá ser finalizado no Paquistão. Nesta quarta-feira, os preços do petróleo terminaram o dia com baixas de mais de 16% nas bolsas, apesar de todas as incertezas em torno do possível acordo alinhando entre EUA e Irã.
Além disso, o milho sentiu também o peso das baixas fortes que o trigo registrou, concluindo os negócios com perdas superiores a 3% na CBOT.
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