Trigo fecha em queda em Chicago, mas baixa oferta no Brasil sustenta preços internos e reduz liquidez

Publicado em 08/04/2026 17:05 e atualizado em 08/04/2026 17:59
Contratos futuros recuam até 17 pontos nesta quarta-feira, enquanto mercado doméstico segue firme com restrição de oferta e produtores cautelosos na comercialização

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O mercado do trigo encerrou a quarta-feira(8), com queda nas cotações na Bolsa de Chicago, refletindo ajustes técnicos e pressão sobre os contratos mais negociados. O vencimento maio/26 fechou a 580,2 cents por bushel, com recuo de 176 pontos. O julho/26 terminou o dia a 591,2 cents por bushel, com baixa de 17 pontos. Já o setembro/26 encerrou cotado a 604,2 cents por bushel, também com desvalorização de 17 pontos.

O movimento negativo em Chicago ocorre em um cenário de monitoramento das condições das lavouras no hemisfério norte e de ajustes após ganhos recentes, com o mercado buscando novos direcionadores. 

No Brasil, o cenário segue descolado da Bolsa de Chicago. De acordo com análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, Cepea, os preços internos continuam sustentados pela baixa oferta no mercado spot. A média do trigo negociado no Paraná atingiu R$ 1.280 por tonelada no fim de março, retornando aos níveis observados em setembro de 2025.

Pesquisadores do Cepea destacam que produtores permanecem afastados das negociações, aguardando melhores oportunidades de comercialização. Esse comportamento reduz a liquidez no mercado físico. Ao mesmo tempo, moinhos indicam necessidade de recomposição de estoques, especialmente neste início de mês, o que mantém a disputa por lotes disponíveis e sustenta os preços.

Ainda segundo os analistas do Cepea, parte dos agentes do campo está com foco nas atividades da safra de verão, o que também contribui para a menor oferta imediata de trigo. Esse conjunto de fatores cria um ambiente de baixa disponibilidade interna, mesmo diante da pressão externa vinda de Chicago.

O momento exige atenção redobrada com Chicago pressionado e o Brasil sustentado pela oferta restrita. A estratégia de comercialização deve considerar essa diferença, além da evolução da safra no hemisfério norte e dos fluxos globais, que seguem sendo determinantes para a formação de preços nas próximas semanas.
 

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Por:
Priscila Alves / Instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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