Milho fecha novamente em alta na B3 nesta 2ª feira com clima adverso para safrinha do Brasil
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Os preços futuros do milho registraram altas na B3 nesta segunda-feira (27), refletindo um cenário de preocupação crescente com o desenvolvimento da safrinha no Brasil e acompanhando o viés positivo observado no mercado internacional.
Dando sequência aos ganhos do final da última semana, o mercado futuro já recuperou boa parte do que perdeu desde o começo deste mês, como explica a Agrinvest Commodities, com preocupações frente às altas temperaturas e falta de chuvas que acometem regiões-chave de produção da segunda safra de milho. No radar estão Goiás, Mato Grosso do Sul, parte do Paraná e o leste de Mato Grosso.
Os principais vencimentos fecharam a primeira sessão da semana com ganhos de 0,55 a 0,9%, levando o julho a R$ 69,67 e o setembro a R$ 72,02 por saca.
A previsão de tempo mais quente e seco em áreas do Centro-Oeste, partes do Sudeste e do Sul acende um sinal de alerta para o potencial produtivo da segunda safra, fator que tem dado sustentação às cotações domésticas. O risco climático já vem, enfim, sendo absorvido pelo mercado e vem atuando como um catalisador da recuperação dos preços, após baixas consecutivas na B3. Nesta segunda, o mercado futuro nacional avançou mesmo diante de uma nova baixa do dólar.
A moeda americana terminou o dia com perda de 0,31% e valendo R$ 4,98.
No interior do Brasil, porém, os preços do cereal mantiveram-se estáveis na maior parte das principais praças de comercialização pesquisadas pelo Notícias Agrícolas. Os indicativos ainda variam de R$ 44,00 a R$ 64,00 por saca, a depender da região e condições de pagamento.
ALTAS TAMBÉM EM CHICAGO
No cenário externo, a Bolsa de Chicago também contribuiu para o suporte aos preços na B3, uma vez que fechou o pregão desta segunda-feira em campo positivo. Os futuros do cereal avançaram sustentados pela boa demanda pelo milho norte-americano, acompanhando ganhos importantes do farelo e do trigo, mas também de olho no clima do Meio-Oeste americano.
Com isso, os principais contratos fecharam o pregão desta segunda-feira com altas das mais de 5 pontos, com o julho sendo cotado a US$ 4,69 e o dezembro a US$ 4,89 por bushel.
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