Com queda de braço entre compradores e vendedores, semana se encerra com poucas movimentações para o milho no Brasil
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A sexta-feira (19) chega ao fim com os preços futuros do milho contabilizando movimentações em campo misto e próximas da estabilidade na Bolsa Brasileira (B3), finalizando a semana com leves recuos acumulados.
O analista de mercado da Agrifatto Consultoria, Eduardo Seccarecio, destaca que o mercado brasileiro está passando por um momento de queda de braço entre compradores e vendedores, o que está deixando os preços sem grandes alterações.
Na opinião de Seccarecio, com a colheita da segunda safra de milho ganhando mais ritmo no mês de julho, não vai haver espaço para grandes recuperações nas cotações e a tendência é de que a pressão siga presente.
O especialista ainda destaca as preocupações dos produtores neste momento tanto para a comercialização da safra atual, com preços baixos e alta competitividade no mercado internacional (com EUA e Argentina mais baratos), quanto para a preparação do próximo ciclo.
Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira
O vencimento julho/26 foi cotado a R$ 63,91 com baixa de 0,03%, o setembro/26 valeu R$ 66,80 com desvalorização de 0,34%, o janeiro/26 foi negociado por R$ 73,13 com perda de 0,30% e o março/27 teve valor de R$ 75,04 com queda de 0,12%.
No acumulado semanal os contratos do cereal brasileiro registraram leves perdas de 0,23% para o julho/26, de 0,04% para o setembro/26, de 0,33% para o janeiro/27 e de 0,01% para o março/27, com relação ao fechamento da última sexta-feira (12).
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No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho também se movimentou pouco neste último dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização somente em Sorriso/MT e encontrou valorização apenas em Cândido Mota/SP.
Mercado Interno
Já a Bolsa de Chicago (CBOT) não teve movimentações nesta sexta-feira em função do feriado norte-americano do Juneteenth. Sendo assim, os preços internacionais do milho futuro encerram a semana acumulando ganhos nas principais posições.
Parte dessa alta veio da força das exportações dos Estados Unidos, que registraram 5,6 milhões de bushels da safra antiga e mais 20,4 milhões de bushels da nova safra, totalizando 66,0 milhões de bushels na semana encerrada em 11 de junho.
“As vendas da safra antiga ficaram acima das estimativas dos analistas, enquanto as da nova safra ficaram abaixo das previsões do mercado”, avalia o analista do Farm Futures, Ben Potter.
As exportações de milho registraram um aumento de 8% em relação à média das quatro semanas anteriores, totalizando 71,5 milhões de bushels. México, Japão, Colômbia, Taiwan e Coreia do Sul foram os cinco principais destinos.
Na última quinta-feira (18), exportadores privados anunciaram ao USDA a venda de 11,3 milhões de bushels de milho para entrega ao México durante o ano comercial de 2026-27, que começa em 1º de setembro.
No acumulado semanal as cotações do cereal norte-americano registraram elevações de 1,15% para o julho/26, de 1,07% para o setembro/26, de 0,85% para o dezembro/26 e de 0,72% para o março/27, com relação ao fechamento da última sexta-feira (12).
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