Cotações do milho sobem em Chicago nesta quinta-feira com apoio da soja e das exportações dos EUA
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A quinta-feira (25) terminou com os preços internacionais do milho futuro contabilizando valorizações ao redor de 2% na Bolsa de Chicago (CBOT).
Segundo a análise da Agrinvest, o dia foi de altas para os cereais da CBOT, que receberam suporte das vendas semanais, que vieram dentro das expectativas, e das altas registradas pela soja.
As vendas semanais norte-americanas da safra velha totalizaram 743,1 mil toneladas, 36% menores do que as da semana anterior e 27% se comparadas à média plurisemanal. O volume ficou alinhado às projeções do mercado, de 600 mil a 1,3 milhão de toneladas.
O México se destacou como o principal destino do cereal dos EUA. Já da temporada nova, o país vendeu 735,9 mil toneladas, também com os mexicanos se destacando como os maiores compradores. O intervalo das expectativas do mercado era de 300 mil a 1 milhão de toneladas.
A consultoria ainda acrescenta que, a partir de agora, o mercado deve ficar em compasso de espera pelo novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “A menos de uma semana do relatório que vai mostrar a área efetiva de soja e milho, algumas pesquisas privadas revelaram que os produtores optaram por plantar mais soja do que milho para a temporada nova. Os números do USDA vão trazer mais clareza ao mercado e direcionar as cotações para os grãos.”
O vencimento julho/26 foi cotado a US$ 4,14 com elevação de 7,75 pontos, o setembro/26 valeu US$ 4,24 com ganho de 8,50 pontos, o dezembro/26 foi negociado por US$ 4,43 com alta de 8,25 pontos e o março/27 teve valor de US$ 4,57 com valorização de 9,25 pontos.
Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última quarta-feira (24), de 1,90% para o julho/26, de 2,04% para o setembro/26, de 1,90% para o dezembro/26 e de 2,06% para o março/26.
Mercado Interno
Na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho também finalizaram o pregão desta quinta-feira com movimentações positivas sendo registradas.
Os analistas da Agrinvest destacam que, apesar do dólar recuar ante ao real no dia de hoje, os contratos do cereal acompanharam as valorizações do mercado internacional. Além disso, há expectativa no mercado interno por novas demandas para exportação do milho brasileiro.
“A expectativa de compras do Irã dá suporte, mas os compradores ainda aguardam um movimento mais forte de farmer selling. Além disso, a Europa pode entrar com mais demanda, principalmente a Espanha. A onda de calor segue preocupando França, Espanha e Itália, e, se julho repetir o padrão de junho, a Europa pode precisar importar mais milho, além de reduzir suas exportações de cereais”, avalia a consultoria.
Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira
O vencimento julho/26 foi cotado a R$ 64,56 com elevação de 0,65%, o setembro/26 valeu R$ 68,00 com alta de 0,76%, o janeiro/27 foi negociado por R$ 73,62 com ganho de 0,67% e o março/27 teve valor de R$ 75,17 com queda de 0,04%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho permaneceu praticamente inalterado neste penúltimo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização apenas na praça de Sorriso/MT.
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