INTERNACIONAL: Milho avança em Chicago com demanda chinesa aquecida

Publicado em 26/05/2010 10:25 564 exibições
As cotações a futuro do milho trabalharam em alta com notícias otimistas de que a China, o segundo maior consumidor do cereal, pode aumentar suas importações para repor seus estoques depois de vender parte deles no mercado interno. A soja e o trigo também avançaram.

A China vendeu cerca de 4,67 milhões de toneladas de milho em leilões semanais que acontecem desde o dia 13 de abril. As vendas aconteceram para provocar uma redução dos preços no mercado interno chinês, que subiram 10% nos últimos seis meses.

 “Nós estamos falando sobre o suporte subjacente que a demanda chinesa está tendo. E isso é algo que está subentendido na mente dos negociadores: nós veremos mais compras por parte da China nas próximas semanas, nos próximos meses”, disse Luke Mathews, estrategista de commodities do Commonwealth Bank of Australia.

Segundo o gerente de operações internacionais de mercado do Conselho de Grãos dos Estados Unidos, Alvaro Cordero, a China já reservou 1 milhão de toneladas de milho dos EUA e a perspectiva é de mais importações. Essa é a maior compra da nação asiática nos últimos 14 anos.

Vendas de soja brasileira

Os produtores de soja no Brasil, o segundo maior exportador mundial da oleaginosa, estão segurando seus estoques apostando em uma queda no Real que poderá aumentar a receita das compras feitas em dólar, disse Erai Scheffer, presidente do Grupo Bom Futuro, o maior produtor do país.

“Produtores no Brasil todo têm se mostrado vendedores reservados, onde os negociadores estão felizes vendo que o real pode se desvalorizar ainda mais dando suporte ao mercado”, diz Mathews.

Neste mês, até ontem, a moeda brasileira perdeu 5,7% frente ao dólar norte-americano. Este foi o pior desempenho das sete principais moedas latino-americanas. De acordo com o Grupo Scheffer, os agricultores não podem esperar por uma recuperação do Real já que a crise financeira na Europa pode retardar o crescimento econômico global.

Com informações da Bloomberg
Tradução: Carla Mendes

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Redação NA

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