Estiagem atrapalha colheita de milho no Agreste

Publicado em 28/05/2010 12:32 779 exibições

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A safra de milho deste ano deve ser menor do que a de 2009. O principal motivo é falta de chuva. De acordo com o Instituto Pernambucano de Agronomia (IPA), de janeiro a maio do ano passado, choveu 469 milímetros, contra os 222 milímetros de 2010.

“Ocorre uma diminuição tanto no tamanho da espiga, como no número de espigas por planta”, explicou a agrônoma do IPA, Virgínia Souza. Em Passira, no Agreste de Pernambuco, os agricultores sofrem. “No ano passado, tirei 15 caminhos de milho. Este ano, acho que não vou tirar nem metade”, disse João Paulo Severino da Silva.

“Por conta da falta de chuva, o município está prejudicado. A gente deve ter uma perda muito grande, de 85% no milho colhido em espiga”, contou o secretário de Agricultura do município, Lenildo Gomes.

No entanto, as pessoas que adoram as comidas típicas do São João não devem se preocupar. Isso porque a agricultura irrigada, que ocupa 300 hectares de Passira, deverá abastecer as feiras e o comércio. Como elas não dependem do período de chuva, a colheita está sendo feita normalmente.

A estiagem nas plantações de milho deve ser sentida na Região Metropolitana do Recife (RMR), como, por exemplo, na Ceasa. “Efetivamente, vamos ter uma queda em função das chuvas. Mas o milho irrigado vai compensar, e não vai haver desabastecimento. O preço está oscilando em função da qualidade. Vai de R$ 12 a R$ 25, hoje está na media de R$ 20”, disse o diretor-presidente da Ceasa, Romero Pontual.

“Em termos de chuva, a chuva se concentra agora entre Caruaru, Garanhuns e até o Recife. A distribuição é irregular. No sertão, acabou. Agora, só no próximo ano. As chuvas se concentrarão entre Caruaru e Garanhuns, porque ainda é úmido”, afirmou o meteorologista Ednaldo Araújo.

 

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Fonte:
Agrolink

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