Primeiro leilão do PEP de milho tem 72% do produto arrematado

Publicado em 28/05/2010 16:37 929 exibições

Foi realizada nesta quinta-feira (28/05) o primeiro dos 12 leilões do Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) do milho, promovido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Do total de um milhão de toneladas do grão ofertadas pelos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais e Paraná, foram arrematadas 717,76 mil toneladas por outros estados brasileiros.

Na avaliação do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, o resultado do leilão foi positivo. “É o maior desempenho de um leilão de prêmios de PEP. Pode ser aperfeiçoado, podemos chegar aos 100% com os ajustes necessários”, afirmou.

Por outro lado, a Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) afirmou que, mesmo com os bons resultados do primeiro leilão, a melhor solução para escoar o produto ainda é a exportação. “No cenário atual, em que todas as regiões tiveram uma produção de milho excelente, o escoamento do produto pode atrapalhar as regiões. Se estivesse faltando milho em alguma região, tudo bem, mas não é o caso. O fato é que quando tem excedente, tem que exportar”, disse Carlos Werlang, presidente da Abramilho.

Em reunião com o ministro ainda na tarde de quinta-feira (26/05), os associados também debateram a questão dos baixos preços do milho – que variam de R$ 2,5 a R$ 6,5 por saca no PEP. Para a Associação, a baixa rentabilidade desestimulará os produtores a plantar milho para a próxima safra, o que poderá acarretar a escassez do produto no mercado.

O ministro prometeu analisar a questão e explicou que a própria portaria interministerial que autorizou os leilões prevê a chamada equalização, que é a adequação do prêmio às distâncias – quem estiver mais distante deve ter um prêmio maior para compensar a desvantagem logística.

Próximos Leilões

Ainda ocorrerão 11 leilões semanais para escoamento da produção, cada um com a oferta de 1 milhão de toneladas de milho. Segundo Wagner Rossi, “ao final, 12 milhões de toneladas serão retiradas do mercado. Com isso, vai se dar um equilíbrio muito maior, com vantagens para todos os elos da cadeia produtiva, especialmente para o produtor, que está em uma condição de comercialização muito difícil”.

A Abramilho afirma ser a favor dos leilões, apesar de não ver essa medida como a única alternativa para o setor. “Apesar de não resolver completamente o problema dos altos estoques de milho, os leilões são fundamentais para movimentação do produto”, afirmou Odacir Klein, representante coorporativo da Associação.

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Fonte:
Globo Rural

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