Se o milho era um fator de alta para o trigo, deixou de ser na manhã desta quinta-feira

Publicado em 01/10/2010 07:52 e atualizado em 01/10/2010 09:56
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Há alguns dias dissemos, corroborados por praticamente todo o mercado, que a única possibilidade de alta que o trigo tinha a curto prazo era que o milho o puxasse para cima, diante da expectativa geral de queda nos estoques deste produto nos Estados Unidos aumentando, com isto, a demanda por trigo. Esqueçam.

O relatório do USDA desta quinta-feira colocou os estoques de milho no país em 1,7 bilhões de bushels (42,75 milhões de toneladas), cerca de 300 milhões de bushels (7,56 milhões de toneladas) acima das expectativas do Mercado e 322 milhões de bushels (8,12 milhões de toneladas) acima da última estimativa oficial do próprio USDA. Por isto todo o complexo de grãos caiu pesado nesta quinta-feira.  Este relatório, normalmente de pouca importância, adquiriu status diante do crescente volume de spreads realizados com a venda de vários grãos, principalmente soja e trigo, e compra de contratos de milho diante da possibilidade da falta do produto. Tudo isto começará a ser revertido agora.

Com relação aos outros fatores de influência no mercado de trigo, as informações sobre a ocorrência de chuvas nas áreas antes preocupantes da Rússia, Austrália e Argentina sinalizam tranquilidade ao mercado e, com isto, provável queda de preços a curto e médio prazos. Também internamente no Brasil, com a entrada da safra 2010/11, que já colheu mais de 2 milhões de toneladas de trigo com boas condições de panificação, também estão dando tranquilidade aos moinhos, que deixaram de importar e estão abastecidos pelo menos até o final de outubro, podendo esperar com tranquilidade pelas vendas  dos triticultores.
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Fonte: Trigo & Farinhas

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