Exportação de milho soma 1,93 mi de toneladas em setembro, novo recorde

Publicado em 12/10/2010 09:10
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O programa de incentivo de escoamento de milho está dando certo. Pelo segundo mês consecutivo saíram pelos portos brasileiros perto de 2 milhões de toneladas.
No mês passado foi exportado pelo país 1,93 milhão de toneladas, o maior volume mensal até então, conforme dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).
A safra, que começou com preços baixos e perspectivas ruins para os produtores, acabou trazendo renda para os que ainda têm milho para vender neste segundo semestre.
Com o volume exportado em setembro, o país chega a 5,5 milhões de toneladas neste ano. Na avaliação do governo, esse volume deve ficar entre 9,5 milhões e 10 milhões de toneladas.
O avanço das exportações brasileiras ocorre em um momento de valorização dos preços externos, devido à queda de produtividade nos Estados Unidos.
Os produtores norte-americanos deverão produzir nove sacas a menos por hectares neste ano em relação ao que foi produzido em 2009.
A alta do produto deverá trazer custos para os produtores de álcool proveniente de milho nos EUA -setor que vai consumir 119 milhões de toneladas nesta safra.
Produtores de carnes, inclusive os do Brasil, também terão custos mais elevados.

Reflexos O mercado futuro de grãos voltou a refletir as estimativas pouco favoráveis de produção feitas pelo Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na sexta-feira.

Ainda em alta O primeiro contrato de milho foi negociado a US$ 5,56 por bushel (25,4 quilos) ontem em Chicago, com alta de 5,2%. Em sete dias, a valorização é de 18%.

Ritmo menor A soja também voltou a subir, mas com menor intensidade. O primeiro contrato foi a US$ 11,53 por bushel (27,2 quilos), superando em 1,5% o de sexta-feira. Em 12 meses, o preço do milho registra alta de 53% em Chicago. O da soja, 20%.

Reflexos O cenário de menor produção nos Estados Unidos puxou os preços também no Brasil. O milho, devido ao aumento das exportações brasileiras e à estimativa de quebra nos Estados Unidos, teve alta de 0,7%. Já a soja foi negociada com alta de 3,2%, ontem, no mercado interno.

Carne suína volta a subir e vai a R$ 63 em São Paulo

As carnes mantêm alta no mercado paulista. A arroba de carne suína foi negociada ontem a até R$ 63.
Essa alta ocorre porque o consumo se mantém bom e os frigoríficos têm dificuldade para adquirir animais prontos para o abate.
O mesmo ocorre com a carne bovina. A arroba já chega a ser negociada a R$ 93, conforme pesquisa feita ontem pela Folha. Analistas acreditam, no entanto, que as altas deverão ser moderadas nas próximas semanas porque os consumidores estão tendo dificuldades de absorver essa elevação de preço.
O frango, após ter atingido R$ 2 por quilo (ave viva), está sendo negociado a R$ 1,90 nas granjas paulistas.

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Fonte: Folha de S. Paulo

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