Milho safrinha: cuidados com máquinas é essencial

Publicado em 14/07/2011 10:35 475 exibições
Por ser cultivado em uma época onde ocorrem geadas e secas durante o período de maturação do grão, o milho safrinha pode ter sua qualidade comprometida. No entanto, quando o assunto é a pós-colheita, o produtor precisa tomar alguns cuidados para manter esse grão sadio e evitar perdas de produtividade. Medidas como regulagem das colheitadeiras, temperatura de secagem adequada e limpeza do local de armazenagem podem evitar perdas e garantir a lucratividade do agricultor.

Segundo Marco Aurélio Pimentel, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, o milho safrinha costuma ser cultivado em diferentes áreas do Brasil. Portanto, os produtores devem tomar alguns cuidados, respeitando as condições climáticas das diferentes regiões.

— Por exemplo, na região Centro-Oeste, o milho safrinha é geralmente colhido em uma época muito seca. Então, esse milho é diferente do milho cultivado no Estado do Paraná, onde podem ocorrer algumas chuvas no período de colheita. Portanto, o produtor deve pensar nas questões climáticas da sua região — afirma o pesquisador.

Além disso, ele diz que as máquinas devem ser reguladas, principalmente a plataforma de colheita e os mecanismos de debulha. A limpeza desses equipamentos também deve ser feita antes de se iniciar o processo de colheita.

— A regulagem da plataforma deve ser feita observando-se o espaçamento da cultura. Já a regulagem dos mecanismos de debulha, como o côncavo e o cilindro, é importante para evitar a queda do grão — explica.

Pimentel conta que, após a colheita, o milho passa por um processo de pré-limpeza. Após esse passo, dependendo da umidade de colheita, ele passa também por um processo de secagem, onde devem ser respeitadas temperaturas máximas. De acordo com ele, a temperatura máxima para grãos destinados à produção de ração não pode ser superior a 80°C.

— Se a secagem tiver temperatura muito alta, o grão pode ser muito danificado, reduzindo a qualidade do produto. Após o processo de secagem, o grão é conduzido ao armazém, onde deve ser observado o teor de umidade, que deve girar entre 13% e 14%. Deve ser feita também uma limpeza no local de armazenamento e evitar misturar os lotes de grãos — orienta.

Além de todos esses cuidados, deve ser feito um tratamento preventivo contra insetos no local de armazenagem, onde o grão permanecerá por um período de 6 a 8 meses. Ainda segundo o pesquisador, a armazenagem inadequada pode levar à perda total da safrinha.

— Além disso, se não observarmos todas essas medidas de armazenagem, podemos ter perdas superiores a 40%. Mas isso depende também das condições climáticas do local onde serão armazenados os grãos e do manejo durante esse processo — conta ele.

Para Pimentel, o produtor deve estar atento à formação de bolsas de calor na massa de grãos. Quando isso ocorrer, é recomendável que ele tome como medida a aeração. Porém, apesar de todos esses cuidados, o milho colhido na safrinha pode sofrer perda de qualidade devido a condições da época do cultivo.

— Como ele fica muito dependente da condição climática do local onde está sendo cultivado, se a planta passa por estresse durante o cultivo, isso pode comprometer a qualidade do grão. Portanto, não adianta realizar as melhores praticas na pós-colheita se o grão já vier danificado da colheita — afirma o pesquisador.

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Portal Dia de Campo

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