Preço firme do milho torna desnecessário apoio à comercialização

Publicado em 10/08/2011 11:08 559 exibições
O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, José Carlos Vaz, afirmou nesta segunda, dia 8, durante a abertura do 10º Congresso Brasileiro do Agronegócio, que está sendo realizado em São Paulo, que os preços do milho estão remuneradores e devem continuar assim, o que descarta a necessidade do apoio governamental à comercialização na safra 2011/2012 via leilões de Prêmio de Escoamento do Produto (PEP). - Não devemos ter PEP, o cenário não indica que o governo terá que garantir preço mínimo - disse Vaz. Segundo o secretário, os preços firmes do cereal devem estimular a produção. No entanto, prevê que os estoques sigam apertados, por causa da demanda. - Não vai faltar milho, mas a oferta será apertada. Os estoques atuais, para cerca de um mês de demanda, foram considerados adequados por ele. Questionado sobre se o governo ativaria algum instrumento para beneficiar os produtores de aves e suínos, que têm tido problemas com o forte aumento do custo de produção, o secretário de Política Agrícola afirmou que o Ministério não tem instrumentos para esse fim no momento. Ele argumentou, contudo, que ambos os segmentos estão se adaptando à nova realidade. - Parece que as cadeias estão conseguindo conviver. Se houver necessidade, vamos pensar em alguma coisa - declarou.
Arroz - Vaz afirmou que, em 15 dias, deve sair a regulamentação das medidas para o leilão de arroz exclusivo para uso na ração animal. De 200 mil a 300 mil toneladas do cereal devem ser destinadas para esse fim, das 500 mil toneladas que o governo se comprometeu a ajudar a escoar para elevar os preços do grão. Em entrevista em Brasília, o secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, disse que o governo pretende, com isso, ajudar a sustentar os preços do arroz no mercado interno, que se encontram abaixo do mínimo de garantia.
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Mídia News

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