Bolsonaro reclama da Petrobras e diz que empresa não é o que ele gostaria
![]()
Por Lisandra Paraguassu
BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar a Petrobras nesta quarta-feira e afirmou que a empresa não é o que ele gostaria, mas ressaltou que não tem ingerência sobre as decisões tomadas pela estatal.
"Tenho minhas críticas à Petrobras também. Não é aquilo que eu gostaria, não. O que eu pude fazer... eu não mando na Petrobras, não tenho ingerência sobre ela, mas o que a gente puder fazer, a gente faz", disse Bolsonaro a apoiadores ao deixar o Palácio da Alvorada, sem elaborar.
Bolsonaro tem reclamado constantemente da atuação da empresa, que se baseia nos preços internacionais do petróleo e na variação do câmbio no Brasil na formação do preço dos combustíveis.
Na terça-feira, em discurso no Palácio do Planalto, Bolsonaro reclamou que a Petrobras anunciou o aumento no valor dos combustíveis um dia antes de o Congresso aprovar a mudança no ICMS que permitiria um impacto menor do reajuste.
Depois de mais de dois meses sem aumentos, a Petrobras reajustou o diesel em 24,9% e a gasolina, em 18,8%.
Bolsonaro tem reclamado da paridade com os preços internacionais e também do valor pago em dividendos pela empresa a seus acionistas, em um discurso que ecoa as reclamações tradicionais da oposição em relação à empresa.
Em Brasília, chegou-se a falar em uma substituição do presidente da estatal, Joaquim Silva e Luna, indicado por Bolsonaro depois que o presidente pediu o afastamento de Roberto Castello Branco, o primeiro presidente em seu mandato, indicado por Paulo Guedes.
Bolsonaro, no entanto, precisaria que o conselho da empresa apoiasse a troca, ao mesmo tempo em que Silva e Luna já avisou que não pedirá demissão.
0 comentário
Petróleo cai 1% para mínimas de quatro meses com negociações entre EUA e Irã
Produção de petróleo do Brasil sobe 16,9% em maio para 4,3 mi barris/dia, diz ANP
Petróleo entrou em novo patamar de US$75, mesmo sob incertezas da guerra, diz CEO da Petrobras
Queda no preço do petróleo alivia pressão sobre BCE para agir, afirma membro do banco
Recuo surpreendentemente rápido do preço do petróleo diminui urgência de ação do BCE, segundo fontes
Petróleo cai mais de 3% com alívio nas preocupações sobre oferta no Estreito de Ormuz