Produção de refinarias na China em maio registra maior queda anual em mais de uma década
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A produção das refinarias da China em maio caiu 10,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior, na queda anual mais acentuada em pelo menos uma década, já que os rígidos lockdowns contra a Covid-19 atingiram a demanda por combustível, mostraram dados divulgados nesta quarta-feira.
O processamento de petróleo no mês passado foi de 53,92 milhões de toneladas, ou cerca de 12,7 milhões de barris por dia (bpd), segundo dados Departamento Nacional de Estatísticas do país.
A produção aumentou em relação aos 12,61 milhões de bpd em abril, o menor nível em dois anos, mas ficou 1,55 milhão de bpd abaixo do nível do ano anterior, segundo registros da Reuters de dados oficiais.
Os volumes de processamento para o período de janeiro a maio caíram 5,3% no ano, para 277,16 milhões de toneladas, ou 13,4 milhões de bpd.
Algumas refinarias independentes aumentaram a produção marginalmente no mês passado após fortes cortes entre fevereiro e abril, e uma série de grandes refinarias estatais também retornaram à atividade após revisões. Mas as margens permaneceram apertadas com a demanda estagnada.
"Nossas margens de refino foram negativas e as operações só começaram a se recuperar ligeiramente a partir do final de maio, com alguns sinais iniciais de flexibilização dos lockdowns", disse um gerente comercial de uma refinaria independente.
A demanda da China por produtos petrolíferos refinados vem caindo desde março por causa de lockdowns rígidos para conter a propagação da variante Ômicron sob uma política de zero Covid. A gasolina e o combustível de aviação são os mais atingidos.
Os dados do departamento chinês de estatísticas também mostraram um aumento de 3,6% na produção de petróleo bruto, para 17,57 milhões de toneladas no mês passado, ou 4,14 milhões de bpd. A produção nos primeiros cinco meses aumentou 4,1% em comparação com o ano anterior, para 85,69 milhões de toneladas, no maior crescimento da última década.
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