Rússia embarca 1ª carga de petróleo para o Brasil em setembro, dizem traders
![]()
MOSCOU/RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Rússia está enviando sua primeira carga de petróleo para o Brasil, enquanto busca diversificar sua lista de compradores que foi drasticamente limitada pelas sanções dos EUA e da União Europeia, segundo traders e dados da LSEG.
A Rússia tem dependido fortemente da Índia e da China como principais compradores do seu petróleo após o embargo europeu e políticas de limite de preços terem sido impostas em dezembro do ano passado, depois da invasão da Rússia à Ucrânia, que Moscou chama de operação militar especial.
O Brasil faz parte da aliança dos BRICs, juntamente com a Índia e a China, que têm sido os compradores mais ativos do petróleo russo, com grandes descontos devido às sanções.
Ao contrário da Índia e da China, o Brasil é um grande produtor e exportador de petróleo, mas ocasionalmente importa petróleo para necessidades internas de refino.
A russa Lukoil está embarcando 80.000 toneladas de seu petróleo Varandey no navio Stratos Aurora, a partir do porto de Murmansk, para o terminal do porto de Madre de Deus no Brasil, operado pela Transpetro, uma subsidiária da Petrobras, de acordo com fontes e dados de navegação.
O Varandey Blend é um tipo de petróleo bruto leve, enquanto outros tipos de petróleo russo foram enviados principalmente para a Índia e a China nos últimos meses.
A Lukoil, a Petrobras e o Ministério de Minas e Energia do Brasil não responderam imediatamente aos pedidos de comentários da Reuters.
Não foram disponibilizadas informações sobre o comprador da carga.
(Com reportagem da Reuters em Moscou e Fabio Teixeira no Rio de Janeiro)
0 comentário
Produção de petróleo do Brasil sobe 16,9% em maio para 4,3 mi barris/dia, diz ANP
Petróleo entrou em novo patamar de US$75, mesmo sob incertezas da guerra, diz CEO da Petrobras
Queda no preço do petróleo alivia pressão sobre BCE para agir, afirma membro do banco
Recuo surpreendentemente rápido do preço do petróleo diminui urgência de ação do BCE, segundo fontes
Petróleo cai mais de 3% com alívio nas preocupações sobre oferta no Estreito de Ormuz
Petróleo sobe 2% após navio cargueiro ser atingido perto de Omã