Kremlin diz que cortes na produção da Opep+ levarão algum tempo para fazer efeito
![]()
Por Vladimir Soldatkin e Dmitry Antonov
MOSCOU (Reuters) - Os cortes na produção de petróleo acordados pelo grupo Opep+ levarão algum tempo para fazer efeito, disse o Kremlin nesta terça-feira, ao confirmar que o presidente russo, Vladimir Putin visitará, os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita na quarta-feira.
Putin também receberá o presidente iraniano, Ebrahim Raisi, em Moscou, no dia seguinte, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
A Rússia coopera com os três países no grupo Opep+ de produtores de petróleo, que na semana passada anunciou novos cortes voluntários de produção que foram recebidos com ceticismo pelo mercado petrolífero devido às dúvidas de que seriam totalmente implementados.
Os preços do petróleo caíram 2% na semana passada após o anúncio da Opep+, mas os futuros do petróleo Brent estavam mais firmes nesta terça-feira.
"O fato é que existem certos processos de inércia no mercado petrolífero; que é muito grande e pesado. Portanto, por vezes o efeito é retardado. Portanto, a coordenação continuará", disse Peskov.
Questionado se Putin iria discutir a cooperação no mercado petrolífero na sua viagem ao Golfo, o porta-voz disse: "Estas discussões são realizadas no formato Opep+, mas é claro que a cooperação nesta área está sempre na agenda".
Na segunda-feira, o meio de comunicação Shot citou o conselheiro de política externa de Putin, Yury Ushakov, dizendo que Putin iria primeiro aos Emirados Árabes Unidos e depois à Arábia Saudita, onde as negociações ocorreriam principalmente com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman.
(Reportagem de Dmitry Antonov em Moscou, reportagem adicional de Elizabeth Piper em Dubai)
0 comentário
Altas no diesel são injustificáveis, abusivas e colocam agronegócio brasileiro sob mais um alerta
Petróleo cai após previsão de Trump sobre fim da guerra no Oriente Médio
EUA consideram vender petróleo da reserva estratégica, diz secretário de Energia
Preços do petróleo saltam 7% com guerra do Irã e atingem máxima desde 2022
EUA avaliam flexibilizar sanções contra petróleo russo para amenizar aumento do preço global, dizem fontes
Caos no mercado de petróleo deve se agravar com a redução da produção por mais gigantes do Golfo