Petróleo fecha com alta de US$1 enquanto mercado avalia turbulência na Venezuela

Publicado em 05/01/2026 17:14 e atualizado em 05/01/2026 18:13

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Por Georgina McCartney

HOUSTON, 5 Jan (Reuters) - Os preços do petróleo subiram US$1 por barril nesta segunda-feira, com os operadores avaliando o possível impacto sobre os fluxos de petróleo da Venezuela, que abriga as maiores reservas de petróleo do mundo, após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam com alta de US$1,01, ou 1,66%, a US$61,76 por barril. O petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos subiu US$1, ou 1,74%, para US$58,32.

Ambos os índices de referência subiram mais de US$1 nas negociações do final da manhã, depois de terem caído mais de US$1 mais cedo em uma sessão agitada, com os investidores digerindo as notícias da captura de Maduro e de que Washington assumiria o controle do membro da Opep, cujas exportações de petróleo estavam sob um embargo dos EUA que permanece em vigor.

"A incógnita para o mercado de petróleo é como os fluxos de petróleo da Venezuela mudarão devido a ações dos EUA", disseram os analistas da Aegis Hedging em uma nota.

O governo Trump não consultou as empresas petrolíferas Exxon Mobil ConocoPhillips ou Chevron sobre a Venezuela antes ou depois que as forças dos EUA capturaram Maduro, de acordo com quatro executivos do setor petrolífero familiarizados com o assunto, mas as reuniões agora estão planejadas para o final desta semana.

"Não acho que você verá outra empresa além da Chevron, que já está lá, você sabe, se comprometer a desenvolver esse recurso", disse um dos executivos.

A produção venezuelana de petróleo despencou nas últimas décadas, restringida pela má administração e pela falta de investimento estrangeiro após a nacionalização das operações petrolíferas nos anos 2000.

A produção média foi de cerca de 1 milhão de barris por dia no ano passado, o que equivale a cerca de 1% da produção global.

A presidente interina da Venezuela se ofereceu no domingo para cooperar com os EUA.

"Espero que o ataque naval e o bloqueio sejam suspensos e, por fim, que as sanções sejam suspensas, permitindo que grande parte, se não todo, o petróleo venezuelano preso no mar e no armazenamento alfandegado seja disponibilizado para o mercado", disse Simon Wong, gerente de portfólio da Gabelli Funds, acrescentando que levará algum tempo para que a Venezuela aumente a produção.

(Reportagem adicional de Shadia Nasralla, Florence Tan, Yusuke Ogawa, Swati Verma, Arunima Kumar, Sudarshan Varadhan e Ahmad Ghaddar)

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Fonte:
Reuters

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