Petróleo fecha com alta de US$1 enquanto mercado avalia turbulência na Venezuela
![]()
Por Georgina McCartney
HOUSTON, 5 Jan (Reuters) - Os preços do petróleo subiram US$1 por barril nesta segunda-feira, com os operadores avaliando o possível impacto sobre os fluxos de petróleo da Venezuela, que abriga as maiores reservas de petróleo do mundo, após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam com alta de US$1,01, ou 1,66%, a US$61,76 por barril. O petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos subiu US$1, ou 1,74%, para US$58,32.
Ambos os índices de referência subiram mais de US$1 nas negociações do final da manhã, depois de terem caído mais de US$1 mais cedo em uma sessão agitada, com os investidores digerindo as notícias da captura de Maduro e de que Washington assumiria o controle do membro da Opep, cujas exportações de petróleo estavam sob um embargo dos EUA que permanece em vigor.
"A incógnita para o mercado de petróleo é como os fluxos de petróleo da Venezuela mudarão devido a ações dos EUA", disseram os analistas da Aegis Hedging em uma nota.
O governo Trump não consultou as empresas petrolíferas Exxon Mobil ConocoPhillips ou Chevron sobre a Venezuela antes ou depois que as forças dos EUA capturaram Maduro, de acordo com quatro executivos do setor petrolífero familiarizados com o assunto, mas as reuniões agora estão planejadas para o final desta semana.
"Não acho que você verá outra empresa além da Chevron, que já está lá, você sabe, se comprometer a desenvolver esse recurso", disse um dos executivos.
A produção venezuelana de petróleo despencou nas últimas décadas, restringida pela má administração e pela falta de investimento estrangeiro após a nacionalização das operações petrolíferas nos anos 2000.
A produção média foi de cerca de 1 milhão de barris por dia no ano passado, o que equivale a cerca de 1% da produção global.
A presidente interina da Venezuela se ofereceu no domingo para cooperar com os EUA.
"Espero que o ataque naval e o bloqueio sejam suspensos e, por fim, que as sanções sejam suspensas, permitindo que grande parte, se não todo, o petróleo venezuelano preso no mar e no armazenamento alfandegado seja disponibilizado para o mercado", disse Simon Wong, gerente de portfólio da Gabelli Funds, acrescentando que levará algum tempo para que a Venezuela aumente a produção.
(Reportagem adicional de Shadia Nasralla, Florence Tan, Yusuke Ogawa, Swati Verma, Arunima Kumar, Sudarshan Varadhan e Ahmad Ghaddar)
0 comentário
EUA apreendem petroleiro com bandeira russa e ligado à Venezuela após perseguição de semanas
Trump se reunirá com executivos do setor de petróleo na sexta-feira, diz Casa Branca
Maior venda de petróleo pela Venezuela depende de investimento, não acontecerá em 24 horas, diz Alckmin
EUA podem subsidiar empresas petrolíferas para reconstruir infraestrutura energética da Venezuela, diz Trump
Petróleo fecha com alta de US$1 enquanto mercado avalia turbulência na Venezuela
Petróleo sobe 1% em negociações instáveis enquanto mercado avalia turbulência na Venezuela