Petróleo cai, mas permanece em máxima de 6 meses com negociações nucleares e tarifas dos EUA

Publicado em 23/02/2026 18:14

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Por Nicole Jao

NOVA YORK, 23 Fev (Reuters) - Os preços do petróleo caíram nesta segunda-feira, mas permaneceram no maior nível em seis meses antes da terceira rodada de negociações nucleares entre os Estados Unidos e o Irã, e em meio à crescente incerteza econômica após a última turbulência tarifária dos EUA.

Os futuros do petróleo Brent fecharam em queda de 0,38%, a US$71,49 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate caiu 0,26%, a US$66,31.

O Irã indicou que está disposto a fazer concessões em seu programa nuclear em troca do levantamento das sanções e do reconhecimento de seu direito de enriquecer urânio.

Os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner se reunirão com uma delegação iraniana na quinta-feira em Genebra, disse uma autoridade norte-americana nesta segunda-feira.

"Isso parece sugerir que eles estão mais abertos a discutir seu programa nuclear", disse Phil Flynn, analista do Price Futures Group. No entanto, o risco de um ataque ao Irã ainda é alto, disse ele.

A crescente preocupação com um possível conflito militar entre os EUA e o Irã elevou os preços do Brent em mais de 5% na semana passada, para o maior nível desde julho de 2025, a US$72,34.

INCERTEZA SOBRE AS TARIFAS DE TRUMP

Uma decisão da Suprema Corte dos EUA na semana passada derrubou partes importantes dos planos tarifários do presidente Donald Trump, reacendendo a incerteza entre investidores e empresas.

A incerteza sobre as tarifas após a decisão da Suprema Corte na sexta-feira derrubou os mercados acionários, e os mercados de petróleo seguiram o mesmo caminho, disse Bob Yawger, diretor de futuros de energia da Mizuho. "As tarifas serão um desastre no futuro próximo. Ninguém sabe realmente o que está acontecendo ou por quanto tempo isso vai durar."

(Reportagem de Nicole Jao em NOVA YORK, Seher Dareen e Enes Tunagur em Londres, Mohi Narayan em Nova Deli e Florence Tan em Cingapura)

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Fonte:
Reuters

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