Plano Safra disponibiliza R$ 243,4 bi às cooperativas, mas acesso ao crédito rural desafia setor
A divulgação do novo Plano Agrícola e Pecuário foi bem recebida pelas cooperativas agropecuárias, apesar da alta na taxa de juros. Do valor total de R$ 340,8 bilhões, as cooperativas e os grandes produtores terão acesso a R$ 243,4 bilhões, com taxas de juros de 12% ao ano. O Plano Safra entra em vigor nesta sexta-feira, 1º de julho.
“O crédito rural é um dos principais desafios das cooperativas agropecuárias, por isso, um Plano Safra mais robusto vem em boa hora, apesar do aumento na taxa básica de juros. É preciso investir para que as cooperativas consigam ampliar ainda mais a produção rural nos próximos anos”, avalia Luciana Martins, Diretora-executiva do Grupo Conecta.
Durante dois dias, o Encontro Nacional das Cooperativas Agropecuárias - ENCA 2022 -, reuniu mais de 500 representantes de 152 cooperativas de todo o país. No ano passado, as cooperativas que participaram do ENCA somaram, juntas, mais de R$ 212 bilhões em faturamento. Em 16 horas, especialistas discutiram temas atuais como commodities agrícolas, transformação digital, e-commerce, marketplace e segurança alimentar.
“O Brasil espera muito das cooperativas, assim como o mundo. As cooperativas têm se transformado bastante para fazer que o nosso produtor seja competitivo e que os nossos produtos tenham relevância no mercado internacional na produção de alimentos”, afirma Leonardo Sodré, CEO da Giro Agro.
O painel “Perspectivas do agronegócio brasileiro: o papel das cooperativas” abriu a programação do evento e contou com a presença do coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas, Roberto Rodrigues, que também é Embaixador Especial da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para as cooperativas. No centro do debate: os desafios e oportunidades para o agronegócio. Roberto Rodrigues ressaltou o papel das cooperativas brasileiras na segurança alimentar global e do agronegócio como promotor da paz. “Estamos em países diferentes, mas todos sob a mesma esfera [Globo Terrestre]”, conceitua Roberto Rodrigues.
Além dos painéis, palestrantes discutiram a transformação digital, o crescimento populacional e a participação de jovens nas cooperativas das mulheres na presidência.
“Apesar de termos mais homens como presidentes e diretores, já é possível ver um movimento grande dos núcleos femininos, com mulheres participando do Conselho dessas cooperativas. Temos agora uma superintendente na Organização das Cooperativas do Brasil, por exemplo. É um momento gradativo da entrada da mulher neste cenário. A mulher cada vez mais tem saído da propriedade, começando a se profissionalizar e fazendo um papel importante na cooperativa de gestão”, finaliza Luciana Martins, Diretora-executiva do Grupo Conecta.
As expectativas agora se voltam ao Encontro Nacional das Mulheres Cooperativistas (ENMCOP), que acontecerá nos dias 30 e 31 de agosto no Royal Palm Hall, em Campinas/SP. Inscrições e mais informações para o evento estão disponíveis no site www.gpoconecta.com.br.
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