Brasil buscará consenso entre participantes da Rio+20, diz ministra do Meio Ambiente

Publicado em 19/04/2012 15:29 332 exibições
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse nesta quinta, dia 19, que o papel do Brasil na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, será estratégico na busca por um consenso entre os países participantes.

— O Brasil tem na conferência uma oportunidade única de buscar, no seu papel como anfitrião, a convergência, o diálogo — disse ao participar da reunião Diálogos Federativos Rumo à Rio+20, em Brasília.

— O debate que colocamos na mesa é estruturante sobre o papel estratégico da questão ambiental nas opções de desenvolvimento. Mas esse papel tem de ser construído com a sociedade também — alertou a ministra.

Segundo Izabella, é preciso discutir o conceito de cidades sustentáveis tendo em vista cada realidade regional.

— Discutir esse assunto no Acre é diferente de discutir no Pantanal ou no Nordeste. O modelo de governança ambiental no Brasil precisa ser modernizado, atualizado — ressaltou.

Os Diálogos Federativos Rumo à Rio+20 visam a ampliar o debate com estados e municípios para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.

O último encontro ocorrerá durante a conferência e terá como resultado um documento sobre o conjunto de ações voltadas para a sustentabilidade.

— É um grande esforço, uma grande somatória de participação, engajamento, envolvimento, de vontade e de compromisso político para que a Rio+20 atinja seu grande objetivo de alertar o mundo que o desenvolvimento sustentável é possível — disse a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, ao participar do evento.

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, destacou que a Rio +20 pretende construir a agenda do desenvolvimento sustentável para os próximos 20 anos. Segundo ele, o Brasil defende que o conceito de economia verde seja concebido de forma flexível, adotado por cada país individualmente e adaptado à sua realidade.

— A economia verde deve ser inclusiva, plenamente inserida no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza — acrescentou.
Fonte:
Agência Brasil

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