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Suiá Missú: Desocupação continua e população ainda não tem destino

Publicado em 21/12/2012 13:02 1425 exibições
Para os produtores da Suiá Missú, em Alto Boa Vista, que estão sendo despejados da gleba, o fim do mundo literalmente acontece nesta sexta-feira (21). É porque nessa data encerra-se o ano letivo das duas escolas do Posto da Mata e Estrela Araguaia que devem ser ocupadas por tropas da Força Nacional e Exército. 

Os moradores já perderam a esperança de parar a ação de desintrução na gleba que está dentro da reserva xavante Maraiwatsede. Desde o 10 de dezembro os produtores estão sendo retirados da gleba e eles já perderam a esperança de parar a ação de despejo. Segundo radialista Zezinho, da Boa Vista FM, os produtores já estão retirando telhas e tijolos das casas. 

A efetivação da reserva Maraiwatsede aconteceu durante o congresso Rio 92 que se discutiu as questões indígenas no país e um decreto de 1998 do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso criou a reserva. E a Justiça Federal determinou a desocupação da área no início de 2012. 

O radialista informou que no seu programa matinal vários produtores ligaram reclamando que a área oferecida pelo INCRA para acomodar os parceleiros que estavam dentro da Suiá tem a terra seca e cisterna para dar água tiveram que furar 15 metros. “A maioria dos produtores que foram para esse assentamento em Ribeirão Cascalheira já foram carregando porcos, frangos e estão jogados na praça aqui em Alto Boa Vista’, frisou o radialista. 

Zezinho afirma que para os produtores ‘o fim do mundo’ está sendo esse despejo porque tira o pouco que essas pessoas conseguiram juntar ao longo de 30 anos. “Eles estão dia 21 porque terminam as aulas e podem entrar nos colégios”, finalizou. 
Fonte:
Agência da Notícia

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1 comentário

  • antonio carlos curitiba - PR

    Agora cabe aos governos federal, estadual e municipal dar uma força para esta gente toda. Mas não é a terra ruim e a água lá em baixo que vai derrotar esta gente trabalhadora. O que pode derrotar esta gente é falta de apoio, muito apoio. ACarlos

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