No Valor: Analista prevê corridas aos bancos e fuga para o dólar na Argentina

Publicado em 31/07/2014 16:22 e atualizado em 01/08/2014 08:37 764 exibições

Como se refletisse o estado de ânimo dos argentinos, esta quinta-feira amanheceu cinzenta em Buenos Aires. O mercado reagiu rapidamente ao fracasso das negociações do governo com os credores que não participam da dívida reestruturada e, no início da tarde, o dólar paralelo chegou a 13 pesos, o que elevou para 58% a diferença em relação à cotação no oficial (8,23 para venda). Entre os analistas, começaram a surgir os piores prognósticos para a economia do país, como mais recessão e uma crise cambial.

“Como acontece nesses momentos, a população vai querer tirar os pesos dos bancos e trocá-los por dólares”, disse Aldo Abram, que dirige a Libertad & Progreso, uma associação de economistas. Para ele, na melhor das hipóteses, o Banco Central vai recorrer a mais um ajuste fiscal, como fez em janeiro. Na pior, a corrida pela moeda estrangeira poderá provocar, diz, uma crise bancária e cambial. “A insolvência do sistema bancário seria algo muito complicado”, destaca.

Leia a notícia na íntegra no site do Valor Econômico.

Maioria dos argentinos culpa governo por calote, diz pesquisa

Um levantamento da consultoria Management & Fit aponta que, para 44,2% dos argentinos, o governo é o responsável pelo fato de os credores terem tomado um calote.

Em segundo, aparece a opção "todos os envolvidos", com 18,1%. Em terceiro é o juiz Thomas Griesa, com 17,6% das respostas. Os fundos que não aceitaram as trocas de títulos dos anos de 2005 e 2010 são responsabilizados por 9% dos entrevistados. O resto afirma não saber.

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No G1: Após fim do prazo para acordo sobre dívida, Argentina entra em calote

Acabou, no fim desta quarta-feira (30), o prazo para a Argentina conseguir um acordo com credores que se recusaram a negociar com desconto os débitos do país. Após a reunião com fundos que não aceitam renegociar a dívida, a Argentina entra em calote, confirmou o mediador nomeado pela Justiça dos Estados Unidos. "A República da Argentina não alcançou nenhuma das condições, e, como resultado, vai estar em default (calote)", afirmou Daniel A. Pollack, em comunicado divulgado à noite.

O ministro da Economia, Axel Kicillof, que participou da reunião, se disse surpreendido pelo comunicado. "Sinceramente, desconhecia o comunicado. Peço desculpas aos trabalhadores que estavam esperando atentamente o resultado dessas negociações", afirmou, segundo reportagem do jornal argentino "La Nación". "Me vejo surpreendido ingratamente pelo comunicado, que parece escrito para favorecer uma das partes."

Leia a notícia na íntegra no site do G1

Ministro argentino nega calote: 'Se fosse, dinheiro não estaria depositado'

O ministro da economia da Argentina, Axel Kicillof, disse nesta quarta-feira (30) que os fundos especulativos recusaram a oferta do país sobre pagamento de títulos da dívida. "Os fundos querem mais e agora", disse o ministro. A falta de acordo entre eles, que liberaria um pagamento da Argentina a outros credores, coloca o país em calote técnico.

Uma sentença da Justiça dos EUA determinando o pagamento aos fundos que não aceitaram renegociar a dívida travou a parcela da dívida já renegociada com os demais credores. Ela vence nesta quarta e já foi paga, mas ficou bloqueada porque o país não pode privilegiar credores.

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Agência de risco considera que Argentina deu calote e rebaixa nota

A agência de risco Standard and Poor's considera que a Argentina já deu calote técnico e rebaixou a nota do país nesta quarta-feira (30), de -CCC/C para SD (sigla em inglês para "selective default", ou calote seletivo). A perspectiva da nota é negativa, o que indica que pode haver outros cortes.

A Argentina falhou em pagar uma taxa de juros de US$ 539 milhões sobre seus títulos da dívida renegociada, diz a S&P. Para a agência, o país já está em "default seletivo", mas considera "default" tanto a falta de pagamento de serviços da dívida (os juros) na data estipulada quanto uma oferta de pagamento que seja menos favorável do que a que deveria estar sendo paga.

A reunião dos representantes do governo argentino com o mediador determinado pela Justiça dos EUA para negociar o pagamento de dívidas, no entanto, ainda não havia terminado quando a agência divulgou o rebaixamento.

Leia a notícia na íntegra no site do G1

No Valor: "Houve incompetência do mediador", diz ministro argentino sobre caso da dívida

Em um longo discurso, o ministro-chefe de gabinete da Argentina, Jorge Capitanich, aproveitou a sua entrevista matinal diária para criticar o mediador, o juiz e os próprios credores que não participam da dívida reestruturada. "Observamos uma incompetência do 'special master'", destacou em relação ao impasse que prevaleceu nas últimas tentativas para tentar evitar o “default” ontem.

Leia a notícia na íntegra no site do Valor Econômico.

Fonte:
Valor Econômico + G1

1 comentário

  • HAROLDO FAGANELLO Dourados - MS

    Bay bay Argentina, até breve, com essas "DOUTORAS" em ENGANAÇÃO no comando da máquina, nos encontraremos no final do túnel; os três...nós,vocês e o TRENZINHO COBRADOR, ai que dor...

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