Após atingir maior valor desde 2005, dólar opera em baixa nesta terça

Publicado em 28/10/2014 08:48 e atualizado em 28/10/2014 09:46 155 exibições

O dólar opera em baixa nesta terça-feira (28), após ter fechado em alta na segunda-feira com a reeleição da presidente Dilma Rousseff. 

Às 9h27, a moeda norte-americana caía 0,85%, cotada a R$ 2,5015. 

Na véspera, a moeda norte-americana avançou 2,68%, a R$ 2,5229.  É o maior valor desde 2005, quando, no dia 29 de abril, a moeda fechou cotada a R$ 2,5313, segundo dados do Banco Central. A alta é a maior desde novembro de 2011, quando, no dia 23, o dólar subiu 2,94%. No mês, o dólar acumula alta de 3,06% e no ano, de 7,02%.

Leia a notícia na íntegra no site do G1.

No Valor: Dólar cai 1% ante real com realização de lucros

O dólar opera em queda frente ao real nos primeiros negócios desta terça-feira, afastando-se das máximas desde 2008 e devolvendo boa parte da forte alta de segunda-feira. Investidores decidem realizar lucros ainda calcados na expectativa de que o governo promova mudanças na área econômica, a começar pela indicação de um ministro da Fazenda mais bem visto pelo mercado.

A jornalista Claudia Safatle, do Valor, afirma que o nome de Luiz Carlos Trabuco, presidente-executivo do Bradesco, é uma indicação do ex-presidente Lula para ocupar a pasta no lugar de Guido Mantega. Outros nomes sugeridos por Lula são Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, e Nelson Barbosa, ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda. Dilma, porém, não deverá anunciar nomes nos próximos dias.

Leia a notícia na íntegra no site do Valor Econômico

Dólar cai mais de 1% e vai abaixo de R$2,50, com correção

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar recuava mais de 1 por cento e voltava abaixo de 2,50 reais nesta terça-feira, corrigindo parte da expressiva alta da véspera com a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), mas os investidores continuavam à espera de sinais claros de como será a condução da política econômica daqui para frente.

Com isso, a perspectiva continuava sendo de um cenário de volatilidade à frente.

Às 10h21, a moeda norte-americana caía 1,11 por cento, a 2,4950 reais na venda, após atingir 2,4905 reais na mínima do dia. Na véspera, a divisa havia subido mais de 2,5 por cento, maior alta em quase 3 anos.

Segundo dados da BM&F, o giro financeiro estava em torno de 45 milhões de dólares.

"Ainda há muitas dúvidas sobre como vai ser o próximo governo. Hoje o mercado está dando um ajuste, esperando mais notícias", afirmou o superintendente de câmbio da corretora Advanced, Reginaldo Siaca.

Dilma, cuja atual política econômica é alvo de críticas nos mercados financeiros, foi reeleita neste fim de semana na disputa mais apertada desde a redemocratização do país.

A perspectiva de que a petista poderia vencer a corrida eleitoral já havia tirado o dólar da casa dos 2,20 reais para perto de 2,50 reais de setembro para cá, o que leva alguns analistas a acreditar que o mercado já havia se ajustado ao resultado eleitoral. Outros, antes do segundo turno, falavam que a moeda norte-americana poderia ir a até 2,70 reais no cenário de reeleição.

Agora, o mercado quer saber quem substituirá o atual ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo divulgou a Reuters no fim de semana, Dilma trabalhava com as opções de convidar o atual ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante (PT), ou o ex-secretário executivo da Fazenda, Nelson Barbosa.

Operadores consultados pela Reuters preferem Barbosa a Mercadante.

"O dólar sem dúvida vai escolher uma direção depois da escolha do ministro. Se for alguém que agrada, o dólar pode cair mais. Se for alguém de quem o mercado não gosta, a pressão volta", disse o operador de uma corretora internacional.

Nesta manhã, o Banco Central vendeu a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares, pelas atuações diárias. Foram vendidos 2 mil contratos para 1º de junho e 2 mil contratos para 1º de setembro de 2015, com volume correspondente a 197,7 milhões de dólares.

O BC também fará nesta sessão mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em 3 de novembro, que equivalem a 8,84 bilhões de dólares, com oferta de até 8 mil contratos. Até agora, a autoridade monetária já rolou cerca de 80 por cento do lote total.

Neste leilão de rolagem, serão ofertados swaps para 1º de outubro e 1º de dezembro de 2015, diferente das operações anteriores, com contratos para 3 de agosto e 1º de outubro de 2015.

(Por Bruno Federowski)

Fonte:
G1 + Valor Econômico + Reuters

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