O Banco Central aumenta os juros, preocupado com a marcha da inflação

Publicado em 31/10/2014 03:29 219 exibições
por Ricardo Setti, de veja.com

O Banco Central aumenta os juros, preocupado com a marcha da inflação — aquela mesma que Dilma, na campanha, disse que estava “inteiramente sob controle”. Quem é que diz a verdade, afinal?

(Ilustração: american.org)

O símbolo quase universal da inflação, o dragão: ué, por que aumentar os juros se ela está “sob controle”, como diz Dilma (Ilustração: american.org)

A mesma inflação que a presidente Dilma reassegurou algumas dezenas de vezes estar “sob controle” ou “sob absoluto controle” — inclusive nos debates transmitidos pela TV– é vista de forma bem diferente pelo Banco Central, cujos diretores foram, todos, nomeados pela mesma Dilma.

Ao decidir, ontem, subir de 11% para 11,25% a taxa básica de juros da economia, a chamada taxa Selic, o Conselho de Política Monetária do BC (Copom) justificou a elevação assinalando que a alta recente do dólares, entre outros fatores, terá impacto nos preços pagos pelo consumidor e que subir os juros neste momento seria uma forma de garantir que a inflação seja mantida em níveis adequados nos próximos dois anos.

Na linguagem arrevezada, quase impenetrável, em que são redigidos seus comunicados, o BC afirmou:

“Para o comitê [o Copom], desde sua última reunião, entre os outros fatores, a intensificação dos ajustes de preços relativos na economia tornou o balanço de riscos para a inflação menos favorável”.

Em português claro, a correria pelo aumento de preços aumentou os riscos de a inflação continuar subindo.

Então, vem à tona a velha questão: qual Dilma fala a verdade? A Dilma da campanha, segundo a qual a inflação não constituía problema, ou a Dilma cujo BC eleva juros porque a inflação preocupa?

NA VEJA :

'O Globo' corrige nota que deu origem a boataria na internet

O jornal O Globo corrigiu nesta quinta-feira uma nota que criou dúvidas indevidas sobre o depoimento que Alberto Youssef prestou à Polícia Federal e ao Ministério Público em 21 de outubro, em seu processo de delação premiada.

O diário havia afirmado que no dia 22 de outubro, uma quarta-feira, um dos advogados do doleiro pediu para que ele fosse ouvido novamente, para retificar suas declarações. Nessa ocasião, instado pelo defensor, Youssef teria feito a afirmação de que a presidente Dilma Rousseff e seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, sabiam do bilionário esquema de corrupção na Petrobras. Nesta quinta-feira, depois de ouvir o advogado Antonio Figueiredo Basto, O Globo se retratou. "Não existiu depoimento (de Youssef) na quarta, não existiu retificação, e os advogados não se manifestam", afirmou Basto ao jornal.

reportagem de capa de VEJA desta semana revelou o diálogo travado entre Youssef e os investigadores no dia 21. Perguntado sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção, o doleiro foi taxativo: "O Planalto sabia de tudo!". "Mas quem no Planalto?", perguntou o delegado. "Lula e Dilma", respondeu o doleiro. A informação foi corroborada no dia seguinte por reportagens dos jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo, que ouviram fontes próprias.

A divulgação da nota de O Globo na quarta-feira, postulando a existência do que nunca existiu – o "depoimento de retificação" –, ganhou repercussão na coluna do jornalista Janio de Freitas, da Folha de S.Paulo, e alimentou uma rede de boatos na internet, criando confusão e incerteza em torno das circunstâncias em que Youssef implicou Dilma e Lula no petrolão. A confusão foi desfeita agora. 

 

Não existiu “retificação” da declaração do doleiro Youssef segundo a qual Lula e Dilma sabiam do esquema de roubalheira na Petrobras. O advogado do doleiro diz que “querem desmoralizar a delação de meu cliente”

O doleiro Alberto Youssef em um de seus depoimentos ao Congresso: a informação de que Lula e Dilma tinham ciência do Petrolão não foi desmentida por ele (Foto: Estadão Conteúdo)

O doleiro Alberto Youssef em um de seus depoimentos ao Congresso: a informação de que Lula e Dilma tinham ciência do Petrolão não foi desmentida por ele (Foto: Estadão Conteúdo)

O lulopetismo está inundando as redes sociais com uma pequena nota do jornal O Globo de ontem segundo a qual o advogado do doleiro Alberto Youssef — que, conforme VEJA publicou na edição que está nas bancas, revelou à Polícia Federal na terça-feira, dia 21, que Lula e Dilma tinham ciência da roubalheira na Petrobras para beneficiar o PT e outros partidos da base do governo — “retificou” as declarações publicadas pela revista, em um suposto depoimento ocorrido dia 22.

Entre outros veículos e jornalistas, o colunista Janio de Freitas, hoje, naFolha de S. Paulo, vai na mesma direção.

O problema com essa versão é um só: ela não é verdadeira. Para saber disso, bastaria, tanto para o repórter do Globo responsável pela notinha como para os demais que a ela se associaram, ter feito o elementar: telefonar para o advogado e indagar se a informação procedia, ou perguntar à própria Polícia Federal se era verdade.

Mas ninguém fez isso.

Na verdade, o advogado desmente que houve retificação ou depoimento na quarta, dia 22, como noticiou O Globo. Diz que se trataria de uma armação para tentar desqualificar a delação.

Eis o que o advogado Antônio Augusto Figueiredo Basto afirma, enfático:

– Não houve nada do que está escrito no jornal O Globo. É matéria falsa. Nesse dia [quarta-feira, 22] não houve depoimento no âmbito da delação. Isso é mentira. Desafio qualquer um a provar que houve oitiva da delação premiada na quarta-feira. Não houve retificação alguma. Ou a fonte da matéria mentiu ou isso é má-fé mesmo. A acusação contra os advogados é covarde e absurda. Estão atacando a defesa para tentar desmoralizar a delação do meu cliente.

A rede lulopetista na web está usando a declaração do advogado para confundir. O advogado, como se viu, desmente que tenha havido depoimento na quarta (22). A rede lulopetista agora espalha que ele está desmentindo que tenha havido o depoimento que VEJA noticiou como tendo sido prestado na terça (21), no qual o doleiro afirma que Dilma e Lula tinham ciência do esquema da petrorroubalheira.

(Ricardo Setti)

O Globo corrige nota que deu origem a botaria na Internet, organizada pela Al Qaeda jornalística do petismo

 escrevi a respeito e volto ao fato agora. Uma notícia incorreta publicada no Globo, dando ciência do que nunca existiu, alimentou uma rede organizada de boatos — “organizada” adivinhem por quem — que punham em dúvida a apuração da VEJA, segundo a qual Alberto Youssef, em depoimento à Polícia Federal e o Ministério Público, no dia 21, afirmou que Lula e Dilma sabiam do esquema de roubalheira na Petrobras. Folha e Estadão publicaram a mesma coisa no dia seguinte.

Muito bem. Agora o Globo se corrigiu. Leiam o que informa a VEJA.com. Volto em seguida.

O jornal O Globo corrigiu nesta quinta-feira uma nota que criou dúvidas indevidas sobre o depoimento que Alberto Youssef prestou à Polícia Federal e ao Ministério Público em 21 de outubro, em seu processo de delação premiada.

O diário havia afirmado que no dia 22 de outubro, uma quarta-feira, um dos advogados do doleiro pediu para que ele fosse ouvido novamente, para retificar suas declarações. Nessa ocasião, instado pelo defensor, Youssef teria feito a afirmação de que a presidente Dilma Rousseff e seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, sabiam do bilionário esquema de corrupção na Petrobras. Nesta quinta-feira, depois de ouvir o advogado Antonio Figueiredo Basto, O Globo se retratou. “Não existiu depoimento (de Youssef) na quarta, não existiu retificação, e os advogados não se manifestam”, afirmou Basto ao jornal.

A reportagem de capa de VEJA desta semana revelou o diálogo travado entre Youssef e os investigadores no dia 21. Perguntado sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção, o doleiro foi taxativo: “O Planalto sabia de tudo!”. “Mas quem no Planalto?”, perguntou o delegado. “Lula e Dilma”, respondeu o doleiro. A informação foi corroborada no dia seguinte por reportagens dos jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo, que ouviram fontes próprias.

A divulgação da nota de O Globo na quarta-feira, postulando a existência do que nunca existiu – o “depoimento de retificação” –, ganhou repercussão na coluna do jornalista Janio de Freitas, da Folha de S.Paulo, e alimentou uma rede de boatos na internet, criando confusão e incerteza em torno das circunstâncias em que Youssef implicou Dilma e Lula no petrolão. A confusão foi desfeita agora.

Voltei
É isso aí. Agora as coisas estão no seu devido lugar. A Al Qaeda jornalística do petismo estava espalhando a mentira na rede. Al Qaeda Eletrônica? Considerando que esses caras querem cortar cabeças, são é o Estado Islâmico da Imprensa Vermelho-Marrom,

Por Reinaldo Azevedo

 

O fiasco da ofensiva contra verdades reveladas por VEJA ampliou a epidemia de insônia causada pela devassa do Petrolão

Auxiliados pela inépcia de repórteres que só conferem a hora da sessão na academia e pela preguiça de redatores que só conferem a data da consulta com o geriatra, colunistas estatizados tentaram desmentir a notícia divulgada por VEJA neste 24 de outubro: Lula e Dilma sabiam das maracutaias bilionárias engendradas nos porões da Petrobras. Os textos publicados por Reinaldo Azevedo no começo da tarde e porRicardo Setti no início da noite desta quinta-feira provam  que não há uma única e escassa frase equivocada na reportagem de capa que tornou pública a explosiva revelação feita pelo doleiro Alberto Youssef.

Para aflição dos figurões enrascados no Petrolão e dos comparsas disfarçados de jornalistas, a lama que transbordou da estatal transformada em usina de negociatas já chegou ao Palácio do Planalto. Em troca dos benefícios da delação premiada, o que Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef já contaram bastou para assombrar o país. Mas é só o prólogo da história de horror: está longe do fim o tsunami de revelações produzido pela dupla de depoentes, que se tornará ainda mais assustador depois da entrada em cena de mais bandidos prontos para abrir o bico.

Concluída a coleta de provas e informações, a nação conhecerá os detalhes do maior e mais escabroso escândalo político-policial registrado desde o Descobrimento. Concebida para financiar a perpetuação do PT no poder, a organização criminosa montada por diretores corruptos nomeados por Lula e mantidos por Dilma logo incorporou senadores, deputados, ministros de Estado, dirigentes partidários e empresários ─ além de chefes de governo. Nunca se roubou tanto e com tamanha desfaçatez. Um bilhão de dólares virou unidade monetária para a medição do produto do roubo. Algumas propinas superaram os ganhos anuais de superexecutivo americano. Comparado ao Petrolão, o Mensalão acabará reduzido a gatunagem de amador.

É compreensível que Lula e os Altos Companheiros estejam tão inquietos. O chefe supremo da seita sabe que, para voltar a sentar-se na cadeira de presidente, terá de contornar o banco dos réus. Desta vez será bem mais complicado fingir que nunca soube de nada. Não há como repassar, por exemplo, a paternidade da refinaria Abreu e Lima, parida pelo ex-presidente e Hugo Chávez. Deveria custar 2 bilhões de dólares. Já passou de 20, inteiramente herdados pela Petrobras depois do calote aplicado pelo parceiro.

Tantos anos depois daquele que enriqueceu com a rapidez de pistoleiro de faroeste, Lula criou um filhote que engole dinheiro com a velocidade da luz. O pai diz que o primeiro é um fenômeno. Os fatos informam que o segundo é um caso de polícia capaz de transformar qualquer culpado em fortíssimo candidato à cadeia.

(por Augusto Nunes)

Fonte:
Blog de Ricardo Setti, VEJA.COM

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