Inflação: IPC-Fipe acelera alta a 0,37% em outubro com preços de alimentação

Publicado em 04/11/2014 06:43 109 exibições
por Reuters. E mais: (Na Folha): Balança comercial tem rombo de US$ 1,2 bi

SÃO PAULO (Reuters) - O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo fechou outubro com alta de 0,37 por cento, acelerando após avanço de 0,21 por cento no mês anterior por conta dos preços de alimentação.

Esse grupo apresentou inflação de 0,85 por cento no mês passado, respondendo por quase 0,20 ponto percentual do índice total, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta terça-feira.

O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

A divulgação do IPC-Fipe referente à primeira quadrissemana de novembro ocorrerá no dia 11 de novembro de 2014.

Veja abaixo as variações dos grupos em outubro na comparação com o mês anterior:

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Item Outubro Setembro

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- Habitação 0,38% -0,22%

- Alimentação 0,85% 0,72%

- Transportes 0,07% 0,13%

- Despesas Pessoais -0,12% 0,29%

- Saúde 0,44% 0,47%

- Vestuário 0,37% 0,22%

- Educação 0,21% 0,10%

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- Índice Geral 0,37% 0,21%

Na Folha: Balança comercial tem rombo de US$ 1,2 bi

Resultado de outubro foi provocado principalmente pela queda no preço dos principais produtos básicos exportados

No acumulado do ano, deficit é de US$ 1,9 bi, mas governo e analistas ainda acham possível uma recuperação

EDUARDO CUCOLODE BRASÍLIA

A queda no preço dos principais produtos básicos exportados pelo Brasil, que se acentuou em outubro, derrubou o saldo comercial do país. As importações brasileiras superaram as vendas para o exterior em US$ 1,2 bilhão no mês passado.

Trata-se do pior resultado para esse mês desde 1998. No acumulado de janeiro a outubro, o saldo da balança comercial está negativo em US$ 1,9 bilhão. É o segundo pior resultado desde 1998, último ano em que o país conviveu com um sistema de câmbio fixo, que estimulava as importações.

O saldo comercial é o principal responsável pela piora das contas externas do Brasil, fator que aumenta a vulnerabilidade do país a choques externos e cambiais.

Governo e analistas ainda veem a possibilidade de uma virada no resultado da balança comercial brasileira nos últimos dois meses de 2014.

Em 2013, o resultado estava negativo em US$ 2 bilhões até outubro, mas fechou o ano positivo em US$ 2,4 bilhões.

Para isso se repetir, no entanto, serão necessários aumentos nos preços e nas quantidades exportadas de produtos como minério de ferro e carne, segundo o secretário de Comércio Exterior, Daniel Godinho.

O governo também espera contar com aumento da produção de combustíveis para frear as importações desses produtos.

"Precisamos aguardar novembro para confirmar essa expectativa. Dezembro é tradicionalmente superavitário."

MINÉRIO E ARGENTINA

Ele afirmou que o resultado da balança neste ano foi influenciado por dois fatores que contrariaram as expectativas. O primeiro é a queda maior que a esperada de preços de alguns produtos.

O preço do minério de ferro, por exemplo, caiu 20% no ano. Somente em outubro, o recuo foi de 40% em relação ao mesmo mês do ano passado. Se o preço de 2013 fosse mantido, com a mesma quantidade, o Brasil teria faturado US$ 5,4 bilhões a mais.

O segundo fator é a queda na demanda argentina, principal comprador de manufaturados brasileiros. No total, as exportações para o país vizinho recuaram 27% até outubro na comparação com o mesmo período de 2013.

Entre os cinco manufaturados com maior recuo nas exportações estão três do segmento automotivo: automóveis (-41%), veículos de carga (-30%) e autopeças (-24%).

Também houve expressivo recuo nas vendas de plataformas de petróleo (-58%) e açúcar refinado (-25%).

Sobre a alta recente do dólar, Godinho afirmou que há uma defasagem entre a desvalorização da moeda e o reflexo disso nas exportações brasileiras de dois a três anos.

"Mais importante que a cotação é a estabilização do câmbio, para que o empresário possa se programar."

As vendas menores de minério de ferro em outubro fizeram com que os EUA superassem a China como principal comprador do Brasil no mês. No ano, o país asiático segue na liderança.

Fonte:
Reuters / Folha de S. Paulo

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