Meirelles diz que não haverá aumento de imposto no curto prazo. Mas não descartou no médio..

Publicado em 20/05/2016 18:57 e atualizado em 22/05/2016 04:37
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Governo pedirá autorização para déficit primário de R$ 170,5 bi em 2016

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou neste sábado que o governo não contempla aumento de impostos entre as medidas que serão anunciadas na terça-feira."Não estamos descartando, dizendo que nunca será aumentado imposto. O que estamos dizendo que no momento não estamos contemplando aumento de impostos.".

Meirelles disse que as medidas que o governo anunciará na terça-feira são as consideradas pelo Poder Executivo como as mais relevantes, no momento. "Não há duvida de que medidas anunciadas na terça feira não vão esgotar tudo aquilo que está em estudo e que poderá ser anunciado posteriormente", disse. "Vamos anunciar as medidas que hoje consideramos mais importantes e que serão implementadas imediatamente, no sentido de, ou serem medidas administrativas e que podem ser simplesmente executadas, ou medidas a serem propostas ao Congresso Nacional no devido tempo."

Dívida insustentável. De acordo com Meirelles, a dimensão do déficit primário de R$ 170,5 bilhões, acima do imaginado por autoridades do governo, "acentuou a preocupação", com a perspectiva do endividamento da União para os próximos anos. "Mas já tínhamos uma ideia muito correta e precisa de que a trajetória de crescimento da divida pública é insustentável nos parâmetros atuais", disse. "Temos sim que adotar medidas que sejam fortes e decisivas." Segundo o ministro, "a conclusão do déficit maior do que pensávamos acentua a necessidade de medidas mais sérias para que se possa reverter isso."

 

Governo Temer anuncia (oficialmente) que rombo deixado por Dilma chega em R$ 170,5 bilhões

BRASÍLIA (Reuters) - O governo federal pedirá aval do Congresso Nacional para fechar 2016 com déficit primário de 170,5 bilhões de reais, anunciou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, nesta sexta-feira. "Essa é uma meta realista", disse o ministro. "A receita está superestimada." Apesar da projeção de déficit em 2016, o Orçamento aprovado para este ano fixou uma meta de superávit primário (economia para pagamento de juros da dívida pública) de 24 bilhões de reais. Para 2017, a meta fiscal ainda não foi definida.

Segundo Meirelles, o rombo fiscal embute frustração de receitas e incorpora o pagamento de diversas dívidas e pagamentos atrasados, além da renegociação de dívidas de Estados junto à União. Ele acrescentou que a meta não contempla medidas que estão sendo estudadas e serão anunciadas em breve para melhorar as contas públicas.

A meta vigente de economia para pagamento de juros da dívida pública é de superávit de 24 bilhões de reais apenas para o governo central (governo federal, Banco Central e Previdência) o que, diante da forte recessão do país, ficou inatingível.

Para o setor público consolidado, que engloba também Estados, municípios e estatais, a meta ainda é de superávit primário de 30,6 bilhões de reais.

Meirelles: 'economia está pior do que eu esperava'

Uma semana depois de assumir o comando da equipe econômica do governo do presidente interino Michel Temer, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, admite que a economia brasileira está em estado pior do que o esperado. "Eu encontro nos números uma situação pior do que esperava", disse ele em entrevista à agência de notícias Bloomberg.

A referência de Meirelles era especialmente ao orçamento federal, de acordo com a agência. Em contrapartida, a mudança de governo pode facilitar a negociação com o Congresso de medidas de ajuste da economia, como a revisão da meta fiscal.

"O governo mudou, assim como a disposição do Congresso e mesmo a capacidade de negociação do próprio governo", afirmou. "A população tem expectativa de resultado, não há dúvida."

Inflação sobe além da expectativa do mercado

A prévia da inflação oficial do país voltou a acelerar em maio e fechou o mês com o pior resultado em 20 anos. O IPCA-15, medido pelo IBGE, passou de 0,51% em abril para 0,86% em maio. No ano, o indicador acumula avanço de 4,21%, e, em 12 meses, de 9,62%. O resultado veio pior do que as estimativas do mercado. Desde o início do ano, os economistas esperam uma desaceleração de preços em razão da crise, mas, na prática, a inflação continua em alta devido a movimentos pontuais de determinados produtos. O principal vilão do mês de maio foram “Alimentos”, que ficaram 1,03% mais caros, e “Remédios”, que tiveram reajuste de 6,5%.

As bombas que o governo Temer corre para desarmar

Na equipe do presidente interino Michel Temer, as derradeiras canetadas da petista Dilma Rousseff são tratadas no dia a dia do Palácio do Planalto como pautas-bombas, medidas estrategicamente assinadas para deteriorar a imagem do ainda temporário governo peemedebista. Diante da maquiagem na previsão do rombo fiscal de 2016 - se os 96 bilhões de reais já não fossem preocupantes, as novas projeções  déficit de 170 bilhões de reais -, e até da liberação de última hora de reajustes salariais cujas negociações estavam adormecidas há quase um ano, os ministros do governo Temer passaram a primeira semana de governo listando medidas impopulares que terão de ser tomadas para devolver a economia aos eixos e não desvirtuar programas sociais e políticas de governo, no apagar das luzes direcionados silenciosamente a apoiadores do PT.

As primeiras, por mais desgastantes que sejam, já foram tomadas, e incluem, por exemplo, suspensão de convênios com universidades e a sustação da construção de mais de 11.000 moradias populares para beneficiários como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Outra pauta bomba a ser desarmada são os acordos de reajuste salarial que o governo Dilma fechou, um dia antes da sessão de debates para o afastamento da presidente Dilma Rousseff, com oito categorias do funcionalismo público. As categorias prometem pressionar a equipe de Michel Temer, mas segundo o ministro do Planejamento Romero Jucá, apenas os acordos já em tramitação no Congresso estão garantidos.

 

Ajuste total terá que chegar a R$ 340 bilhões para estabilizar a dívida pública

POR ALVARO GRIBEL, em O GLOBO

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A previsão de déficit de R$ 170 bilhões este ano mostra apenas a metade do esforço que terá que ser feito pelo governo para interromper o crescimento da dívida bruta. Isso porque não basta zerar o déficit, mas também gerar superávits primários para o pagamento dos juros.

Pelas contas do economista-chefe e sócio do Mauá Investimentos, Alexandre de Ázara, o governo precisará de mais R$ 170 bilhões de superávit para conseguir estabilizar a dívida, ou 3% do PIB.

- Estaremos com um déficit de cerca de 3% do PIB este ano e vamos precisar chegar a um superávit de 3% do PIB para que a dívida pare de crescer. Então estamos falando de um ajuste total que chegará a 6 pontos percentuais. Será um esforço enorme, levará anos, e a nova equipe econômica precisará mostrar ao Congresso a gravidade da situação - disse Ázara.

Na visão do economista, o mercado financeiro não teve uma reação forte à troca de governo porque o Congresso continua sendo o mesmo. Durante o ajuste fiscal proposto pelo governo Dilma, houve a aprovação de projetos que aumentaram gastos.

- O que vai contar a partir de agora é o encaminhamento do ajuste, mas principalmente como o Congresso vai aprovar. A Previdência é importante para o longo prazo, mas temos que ver o que será feito para conseguir sair do déficit e chegar a esse superávit - explicou.

Temer promove pente-fino secreto nas despesas de Dilma

A equipe do presidente em exercício Michel Temer pretende concluir neste mês um levantamento para rebater as acusações e críticas que ele vem recebendo do PT e de setores aliados ao partido nos movimentos sociais e na classe artística. No limite, a auditoria feita pela nova administração pública do País tentará demonstrar que a presidente afastada Dilma Rousseff praticou “malversação de recursos públicos”, o que é crime conforme a lei.

Nesta segunda-feira, Temer concede uma entrevista coletiva para fazer uma prestação de contas do que encontrou, porém ele não deverá abordar esse tipo de gastos e se concentrará apenas na análise do cenário mais amplo das finanças do País. Segundo o ministro Geddel Vieira Lima, será “uma satisfação” dada à sociedade de como o governo em exercício encontrou a administração pública, mas sem revanchismo. “Não é um inventário com espírito revanchista”.

O “inventário revanchista”, no entanto, vem sendo preparado, conforme apurou oEstado. Esse escrutínio abrange os gastos diretos da Presidência da República, incluindo despesas do governo federal realizadas por meio do cartão de pagamento do governo, o chamado “cartão corporativo”. A título de ilustração, só em 2014, último ano do primeiro mandato de Dilma, o núcleo administrativo ligado diretamente à presidente gastou R$ 747,6 milhões.

A análise dos gastos, no entanto, não se limitará à Presidência. Já foram encontrados indícios do mau uso do dinheiro público pela gestão petista em áreas como educação, cultura e gastos do governo federal no exterior. Editais e licitações serão revirados. Estão na mira ainda publicidade e comunicação. Nesses setores, no entanto, a auditoria informal está longe de terminar.

Foco. A equipe de Temer também está passando um “pente-fino”, nas palavras de um assessor do presidente em exercício, nas despesas do Palácio do Planalto com a realização de eventos oficiais que acabaram se transformando em atos de defesa do mandato de Dilma, neste ano e em 2015.

Gastos com viagens, hospedagens e despesas pessoais de integrantes da antiga gestão e com convidados de Dilma são outros alvos da apuração, que está sendo mantida em sigilo. Oficialmente, o governo Temer nega que esteja escrutinando as contas da gestão Dilma, mas um ministro confirmou ao Estado a iniciativa. Segundo ele, a medida só foi determinada após o que o presidente em exercício considerou ser um ataque frontal e desleal aos primeiros dias de seu governo interino e ao País com a série de entrevistas de Dilma a veículos de comunicação estrangeiros.

Para Temer, Dilma diminui a imagem do Brasil e joga contra a recuperação do País ao propagar a ideia de que a governo interino é fruto de um golpe contra as instituições apenas para defender seus interesse pessoal.

Reservadamente, o núcleo mais próximo de Temer, dentro e fora do governo, avalia que Dilma e setores do PT desprezaram os sinais feitos por eles de que não promoveria uma retaliação ou uma “caça às bruxas” à gestão da petista.

Ainda não há consenso dentro do governo interino se o resultado da autoria deve ser divulgada e de que maneira. Uma corrente importante defende a estratégia de que Temer deve centrar forças na recuperação da economia e ignorar os ataques de Dilma e do PT.

No entorno do presidente em exercício, a tendência é para que ele evite na entrevista de amanhã termos com “herança maldita”, numa referência à situação encontrada. A avaliação é de que esse termo está intimamente ligado à maneira como os governos petistas se referiam aos anos FHC.

Cultura e vitrines. Na área da cultura, Temer quer que o novo secretário nacional do setor, Marcelo Calero, levante todos os gastos do antigo MinC com projetos, patrocínios e diárias. O presidente interino busca munição contra as acusações da classe artística de que promove uma desmanche de projetos e de políticas públicas.

Uma das missões de Calero é demonstrar que os recursos do antigo MinC eram desperdiçados e direcionados a um grupo de artistas e produtores privilegiados pela antiga gestão.

Cortes foram feitos. Um ex-ministro de Dilma ouvido pela reportagem afirmou que a própria presidente afastada já reduziu neste ano os gastos diretos da Presidência e que a auditoria de Temer tem por objetivo intimidar e denegrir Dilma.

Fonte: Reuters + VEJA + O GLOBO

1 comentário

  • Carlos Massayuki Sekine Ubiratã - PR

    Diante de tamanho rombo, o ministro Henrique Meirelles, em algum momento, vai começar a falar em aumentar os impostos... Aumento de impostos no Brasil sempre funcionou com gatilho para mais gastos do governo. Isso não pode continuar. É preciso cobrar a contrapartida do governo... A administração federal, os estados e os municípios deveriam cortar pelo menos R$ 1,00 de despesas para cada R$ 1,00 de arrecadação adicional. O sacrifício tem que vir de ambas as partes. Se existe a vinculação de receitas e se a Constituição não permite mudanças, que se mude a Constituição..., afinal, não é justo que só os pagadores de contas tenham que cortar custos e reduzir o seu padrão de vida enquanto os mamadores continuam com seus privilégios...Quem tem gordura para queimar é o estado obeso e não o contribuinte, que já está no osso.

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    • WELLINGTON ALMEIDA RODRIGUESSUCUPIRA - TO

      Concordo com massayuki, nós não temos mais condições de pagar nada já estamos no osso, mas ta fácil de resolver isso é só cortar na carne deles mesmos, para q pagar mordomias de todas as luxúrias q esses políticos tem, corte deles mesmos, salários , verbas de gabinetes , carros , aluguéis de carros, aviões e etc...por exemplo Dilma recebe mordomias não esta na constituição corta tudo do malandro do Eduardo cunha corta tudo tem q ser macho q ter coragem simples demais!!!!

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