Atividade econômica cai 0,7% em agosto e recessão avança no terceiro trimestre, diz Serasa Experian

Publicado em 19/10/2016 10:00
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Indústria foi o setor que mais puxou o resultado de agosto para baixo

São Paulo, 19 de outubro de 2016 – Segundo o Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal), houve queda de 0,7% no movimento dos negócios em agosto/16, já efetuados os devidos ajustes sazonais, na comparação com o mês imediatamente anterior (julho/16). Em comparação com o mesmo mês do ano passado (agosto/15), houve retração de 2,6% na atividade econômica em agosto/16. No acumulado do ano até agosto/16, a atividade econômica brasileira exibiu contração de 4,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, o recuo mensal de 0,7% em agosto/16, na sequencia de uma queda de 0,2% ocorrida em julho/16, aponta que a recessão econômica avança para dentro do terceiro trimestre do ano. Os juros altos e queda do poder de compra da população são alguns dos fatores que justificam a manutenção do quadro recessivo para a economia brasileira.

Pelo lado da oferta agregada, a agropecuária recuou 0,7% em agosto/16 e o setor de serviços caiu 0,3% neste mesmo mês. Porém a maior retração foi verificada no setor industrial, o qual registrou queda e 1,8% em agosto/16 perante o mês de julho/16.

Já do ponto de vista da demanda agregada, todos os componentes da demanda doméstica recuaram em agosto/16: consumo das famílias (-0,5%); consumo do governo (-0,3%), investimentos (-5,1%) e exportações (-3,2%). As importações também recuaram em agosto/16: queda de 0,3% frente julho/16, já efetuados os devidos ajustes sazonais.

Atividade econômica cai 0,7% em agosto e recessão avança no terceiro trimestre, diz Serasa Experian

Metodologia do Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal)

Na construção do Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal) utilizam-se técnicas estatísticas de desagregação temporal com indicadores (Chow-Lin, Fernandez, Litterman e Santos Silva-Cardoso). Cada subcomponente do PIB Trimestral, sem ajuste sazonal, oriundo do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais do IBGE, foi desagregado, por cada uma das técnicas supramencionadas, utilizando-se séries de alta freqüência (mensais) altamente correlacionadas com a série a ser desagregada. Considerou-se como estimativa final de cada série mensal associada a cada um dos subcomponentes do PIB Trimestral a média aritmética simples dos valores mensais obtidos por cada uma das técnicas distintas de desagregação temporal.

As séries mensais finais dos subcomponentes foram utilizadas como indicadores para a obtenção das séries dos níveis hierárquicos imediatamente superiores, sempre considerando como estimativas finais, em cada etapa, as médias aritméticas dos valores obtidos pelas quatro técnicas de desagregação temporal. Tal procedimento foi conduzido até chegar-se à última desagregação temporal, ou seja, do PIB Trimestral Consolidado, sendo que, para tanto, consideramos como indicadores mensais as séries desagregadas dos componentes da oferta agregada.

Para a obtenção das estimativas mensais das séries do PIB Trimestral com ajuste sazonal, cada componente mensal desagregado nos procedimentos anteriores (sem ajuste sazonal) foram ajustados sazonalmente utilizando-se TRAMO/SEATS constituindo-se, assim, os indicadores mensais a serem utilizados nas técnicas de desagregação temporal das séries, com ajuste sazonal, do PIB Trimestral.

Fonte: Serasa Experian

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