Preços do petróleo recuam 2% por força no dólar e dúvidas sobre acordo da Opep

Publicado em 10/01/2017 20:29
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Reuters

NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo caíram 2 por cento nesta terça-feira para a mínima em quase um mês, estendendo a liquidação da sessão anterior à medida que o dólar dos Estados Unidos ganhou força e por crescentes dúvidas sobre se os países produtores iriam ou não cumprir o acordo para cortar a produção.

O petróleo Brent fechou a 53,64 dólares por barril, recuo de 1,30 dólar, ou 2,4 por cento, após tocar o menor nível desde 15 de dezembro a 53,60 dólares. Os futuros de petróleo dos EUA encerraram em queda de 1,14 dólar, ou 2,2 por cento, a 50,82 dólares por barril. O contrato tocou sua mínima desde 16 de dezembro, a 50,79 dólares por barril.

A Arábia Saudita e outros membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) aparentam estar reduzindo a produção, mas ainda não está claro se outros produtores irão seguir o acordo.

O Iraque, segundo maior produtor da Opep, disse que iria aumentar as exportações de petróleo pelo porto de Basra para uma máxima histórica em fevereiro. As exportações do sul do país no início de janeiro se mantiveram perto de uma máxima recorde, apesar do início dos cortes da Opep, segundo uma fonte da indústria e dados de embarques.

Os preços do petróleo "estão se consolidando nos níveis mais baixos... após dúvidas surgirem sobre o grau de cumprimento com os cortes de produção da Opep, à medida que as exportações iraquianas continuam altas, bem como o ritmo mais geral de reequilíbrio do mercado", disse Tim Evans, especialista de futuros de energia da Citigroup, em nota.

 

Banco Mundial vê crescimento global maior em 2017, com commodities e fim de recessão no Brasil

Por David Lawder

WASHINGTON (Reuters) - O Banco Mundial afirmou na terça-feira que o crescimento global deve acelerar levemente, já que a recuperação dos preços do petróleo e das commodities alivia as pressões sobre os mercados emergentes exportadores de commodities e as dolorosas recessões no Brasil e na Rússia devem chegar ao fim.

Em seu mais recente relatório de Perspectivas Econômicas Globais, o Banco Mundial disse esperar que o Produto Interno Bruto (PIB) mundial tenha em 2017 um crescimento real de 2,7 por cento, ante 2,3 por cento no ano passado.

O crescimento nas economias avançadas deverá acelerar para 1,8 por cento em 2017, ante 1,6 por cento em 2016, disse o Banco Mundial, enquanto o crescimento das economias emergentes e em desenvolvimento deve subir para 4,2 por cento este ano, ante 3,4 por cento em 2016.

O Banco Mundial projeta que o Brasil voltará a crescer este ano, com uma expansão de 0,5 por cento, contribuindo para um crescimento estimado de 1,2 por cento na América Latina e Caribe.

"Depois de anos de decepcionante crescimento global, estamos encorajados por ver perspectivas econômicas mais fortes no horizonte", disse o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, em comunicado. "Agora é a hora de aproveitar esse impulso e aumentar os investimentos na infraestrutura e nas pessoas."

No entanto, há uma incerteza considerável em torno das previsões, que não incorporaram os efeitos de várias propostas de política do presidente eleito dos EUA Donald Trump, que se espera incluam aumento do estímulo fiscal, com reduções de impostos e aumento dos gastos em infraestrutura, e uma postura mais protecionista do comércio internacional.

O Banco Mundial prevê que os EUA devem crescer 2,2 por cento em 2017, contra 1,6 por cento em 2016, mas o aumento poderá ser consideravelmente maior --e causará efeitos muito além das fronteiras dos EUA.

Um crescimento maior dos EUA --seja devido a políticas fiscais expansionistas ou outras razões-- poderia fornecer um impulso significativo para a economia global", disse o banco.

No entanto, isso poderia levar a taxas de juros mais altas e condições financeiras mais apertadas, que teriam efeitos adversos em alguns países emergentes que dependem fortemente do financiamento externo.

O banco acrescentou que a incerteza persistente em relação à política econômica dos EUA pode pesar sobre o crescimento global, ao adiar as decisões de investimento até que haja mais clareza.

O Banco Mundial disse que o crescimento da China continuará a desacelerar, para 6,2 por cento em 2017 ante 6,7 por cento em 2016, mas o crescimento deve ser maior em algumas economias do Sudeste Asiático, incluindo Indonésia e Tailândia.

O forte crescimento da Índia deverá acelerar para 7,6 por cento em 2017, de 7,0 por cento em 2016, à medida que as reformas aliviam os problemas na oferta doméstica e aumentam a produtividade.

Fonte:
Reuters

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