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Aprovação de Lula sobe e de Moro cai, diz instituto Ipsos. Bolsonaro também desce

Publicado em 24/09/2017 18:55 1903 exibições
No sentido inverso, desaprovação de Lula cai, e a de Moro sobe. Bolsonaro vê desaprovação também subir... diz instituto... Moro alcançou uma taxa de desaprovação de 45%, a menor desde setembro de 2015, segundo sondagem do instituto Ipsos... Economia continua melhorando. Mistérios da política, ou força da estratégia da esquerda (criminalizando Temer)???

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve seu índice de desaprovação reduzido e sua taxa de aprovação ampliada em setembro na comparação com o mês anterior, segundo o mais recente Barômetro Político, pesquisa mensal de credibilidade realizada pelo instituto Ipsos. O percentual da população que não concorda com a atuação de Lula caiu de 66% para 59%, enquanto a parcela da sociedade que o aprova subiu de 32% para 40%, a maior em dois anos de levantamento. Apenas 1% não soube opinar.

Ao mesmo tempo, o juiz federal Sérgio Moro, que condenou Lula e é símbolo da Lava Jato, alcançou uma taxa de desaprovação de 45%, recorde desde setembro de 2015. As impressões da população sobre Lula, Moro e demais personalidades foram colhidas entre os dias 1º e 14 deste mês, ou seja, captam o efeito do depoimento de Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda de Lula e da Casa Civil de Dilma Rousseff.

Leia também: Lula chama Moro de ‘parcial’ na cara dele

No último dia 6, o petista afirmou a Moro que o ex-presidente tinha um “pacto de sangue” com a Odebrecht por propinas e que a empresa colocou à disposição do Partido dos Trabalhadores (PT), no fim de seu mandato, um total de R$ 300 milhões. Entre agosto e setembro, Lula foi o presidenciável com a maior taxa de aprovação, perdendo apenas para Moro e o apresentador de TV Luciano Huck - os dois negam interesse em disputar o cargo.

O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), pré-candidato à sucessão de Michel Temer (PMDB), soma dois reveses no Barômetro Político deste mês: o total de entrevistados que o rejeita subiu de 56% para 63% (a pior taxa em dois anos) e a parcela que aprova sua atuação caiu de 21% para 19%, ainda que dentro da margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Para Danilo Cersosimo, um dos responsáveis pela pesquisa Ipsos, o levantamento atual não colocou Bolsonaro consolidado em segundo lugar na preferência do eleitorado, mas mostrou que Lula alcançou talvez seu maior patamar. “Dificilmente ele passará disso. A rejeição a seu nome é ainda muito grande, difícil de reverter”, avalia.

Confira: 6 coisas que o presidente da República não consegue resolver sozinho 

Na mesma linha, o cientista político Carlos Melo, professor do Insper, afirmou que os grupos que aprovam e desaprovam o ex-presidente têm similaridades entre si. “Eles não mudam suas opiniões, a posição desses grupos não está conectada com os fatos. Não há como reverter isso. Lula tem um piso do qual ele não passa. Assim como, podemos dizer que ele tem um teto que não passará também. Nesse sentido, Lula é um candidato forte de primeiro turno, tem capacidade para fazer uma grande bancada na Câmara. Agora, isso também indica que ele deve enfrentar sérias dificuldades para vencer uma eleição de segundo turno”, analisa Melo.

Segundo o também cientista político Cláudio Couto, da FGV-SP, o embate entre Lula e Moro parece estar criando uma vitimização do ex-presidente. “Além disso, a aprovação de Lula surfa na desaprovação do governo Temer”, afirmou Couto. A desaprovação a Temer alcançou 94%.

Tucanos

Entre os tucanos, o prefeito da capital paulista, João Doria, ainda é o que tem os melhores índices, apesar de sua credibilidade com a população estar caindo. “É a prova de como a imagem se desgasta rapidamente diante de altas demandas por serviços públicos de qualidade aliada a uma expectativa não correspondida da população”, afirma Cersosimo.

No último mês, quando intensificou sua agenda de viagens pelo Brasil com foco na corrida presidencial, Doria viu sua taxa de reprovação passar de 52% para 58% (um ponto abaixo de Lula) e sua aprovação cair de 19% para 16% - menos da metade de Lula e só três pontos acima do índice positivo do governador Geraldo Alckmin, com quem disputa a indicação do PSDB para a eleição de 2018. Os números do governador paulista oscilaram para baixo no mês passado, dentro da margem de erro. Seu índice de desaprovação passou de 73% para 75% e de aprovação, de 14% para 13%.

A pesquisa também mostrou a percepção dos entrevistados em relação ao ministro da Fazenda e presidenciável, Henrique Meirelles (PSD). O principal responsável pela agenda de reformas do governo Temer tem desaprovação alta, de 66%, e taxa de aprovação baixíssima, de 3% - índice que pode ser explicado pelo desconhecimento de seu nome.

Apontado como um possível “plano B” do PT, caso Lula seja impedido pela Justiça de concorrer, o ex-prefeito Fernando Haddad alcançou seus piores índices em dois anos. “A pesquisa mostra uma rejeição alta (57%) e comprova que essa desaprovação cai na medida em que seu nome fica mais conhecido. Isso quer dizer que Lula não repassa seu capital político para Haddad”, explica Cersosimo. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo).

Os dois reveses de Bolsonaro

Jair Bolsonaro, segundo o Estadão, sofreu dois reveses na pesquisa da IPSOS: “o total de entrevistados que o rejeita subiu de 56% para 63% (a pior taxa em dois anos) e a parcela que aprova sua atuação caiu de 21% para 19%”.

Em liberdade provisória, Dirceu se reúne com petistas à espera de decisão sobre recurso

  • À vontade, com calça jeans e camisa polo com motivo de futebol, ex-ministro participou de um encontro sindical do PT, onde falou sobre política e o risco de voltar à prisão
  • Em liberdade provisória graças a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-ministro petista José Dirceu participou de um encontro setorial sindical do Partidos dos Trabalhadores (PT) no Distrito Federal, neste sábado (23). Falou para uma plateia de apoiadores e seguidores sobre política, intervenção militar e o tempo que passou na prisão no Paraná.

    Estava à vontade, de calça jeans e camisa polo de cor verde com um escudo que trazia a imagem de uma bola de futebol do lado esquerdo. Como todos os outros, usava um crachá com identificação de participante do evento pendurado no pescoço. 

    Condenado no mensalão e duas vezes na Lava Jato, o ex-ministro aguarda a conclusão do julgamento de um recurso no Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, em Porto Alegre. Mantém a esperança de ser absolvido da sentença do juiz Sergio Moro no tribunal de segunda instância, mas o parecer do relator da Lava Jato no TRF4, desembargador Gebran Neto, não foi muito animador: ele não só manteve a condenação, como aumentou e muito a pena. O julgamento foi adiado e deve ser retomado em breve.

    Dirceu estava preso no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, até a Segunda Turma do STF atender a um pedido de sua defesa, no início de maio, e o colocá-lo em liberdade. Moro, então, determinou o uso da tornozeleira, mas não seu recolhimento domiciliar. 

    O encontro com companheiros do PT ocorreu no Sindicato dos Servidores Públicos Federais (Sindsep)do DF, ligado à CUT. Dirceu ficou pouco mais de uma hora e usou a palavra duas vezes. Ele se sentou no centro, na mesa principal, com uma faixa embaixo referente ao assunto da reunião: "Dialogando com sua base política e social". 

    À vontade, o ex-ministro, em pé e com microfone nas mãos, falou de política, da caravana de Lula no Nordeste, da declaração de um general em defesa da intervenção militar no país e de sua prisão no Paraná. 

    Ouviu queixas de alguns militantes que usaram a palavra sobre o comportamento do PT, e concordou com algumas, como a posição de um deles de que o partido está abandonando a base. Ele entende que o partido teve acertos e erros. E que esse foi um erro. Para ele, o partido precisa se reorganizar. 

    Leia também: PT não descarta boicote às eleições de 2018 se Lula não puder ser candidato

    Dirceu, que foi perseguido e preso durante a ditadura, criticou o fato de o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, ir à TV e, no entendimento dele, endossar a fala do general Hamilton Mourão, que falou em intervenção dos militares se o Judiciário não agisse contra a política. 

    O ex-ministro fez um balanço positivo da caravana que Lula fez pelo Nordeste e disse que, apesar do noticiário pouco favorável ao líder petista, ele ainda lidera a corrida para sucessão presidencial.

    Dirceu acha sim que Michel Temer corre riscos de ter que se afastar de seu mandato e falou da possibilidade de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assumir seu lugar. Num tom de ironia, citou que seu vice pode vir a ser o ex-ministro dos governos petistas Aldo Rebelo, que deixou o PCdoB recentemente. 

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    Um dos militantes presentes, ao pedir a palavra, tocou no risco de Dirceu voltar à prisão. O ex-ministro procurou tranquilizar o grupo - tinha entre 50 a 80 presentes - e contou que no presídio em Pinhais estão outros presos condenados na Lava Jato, que tem pessoas presas ali por falta de pagamento de pensão e que não se trata de um presídio de alta periculosidade. E citou que há trabalho interno para reduzir a pena. 

    Presente do encontro, o deputado distrital Chico Vigilante, vice-presidente do partido no DF, afirmou que o ex-ministro está bem, mas evitou maiores detalhes. 

    "Ele está bem e absolutamente tranquilo. Ele deu uma passada lá para visitar os amigos”, resumiu.

  • A boataria lulista (em O Antagonista)

A boataria sobre as candidaturas de Deltan Dallagnol e Carlos Fernando dos Santos Lima só é boa para Lula.

O presidente do PT do Paraná, Doutor Rosinha, sabe disso.

Ele disse ao Estadão:

“Eu torço por isso. Seria uma forma de desmascarar o quanto o trabalho desses procuradores é político”.

A alta rejeição a Meirelles (O Antagonista/Inst Paraná)

Uma sondagem nacional do instituto Paraná Pesquisas solicitada pela Coluna Esplanada, do portal Último Segundo, revela que Henrique Meirelles, o ministro da Fazenda do governo impopular de Michel Temer, também tem alta rejeição.

Eis os dados:

– 41,1% dos entrevistados responderam que “não votaria nele de jeito nenhum”;

– Apenas 2,4% “com certeza votaria nele para presidente do Brasil”;

– 12,3% responderam que “poderia votar nele para presidente”;

– 44,2%, no entanto, responderam que “ainda é cedo para opinar”.

  • O povo contra Iolanda (O Antagonista)

A maioria da população brasileira continua a favor do impeachment de Dilma Rousseff, um anos após seu afastamento da Presidência da República.

Um levantamento do instituto Paraná Pesquisas, feito com 2.030 pessoas entre 18 e 21 de setembro de modo online, mostra que 60% seguem apoiando a decisão de afastar a petista, enquanto 36,4% são contra.

Tchau, Iolanda.

O papel de Iolanda na corrupção

Com base em editorial do Globo sobre o papel de Dilma Rousseff nos relatos sobre a corrupção enfrentada pela Lava Jato, O Antagonista destaca os fatos atribuídos à petista:

– Alertou o casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura que eles seriam presos (o que ainda “joga suspeição sobre José Eduardo Cardozo, seu ministro da Justiça, a quem a PF estava administrativamente subordinada”);

– Foi “acusada pelo ex-diretor Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, de saber de tudo sobre a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, superfaturada para bombear dinheiro no esquema do petrolão e bolsos privados”.

– Tentou nomear Lula ministro da Casa Civil, para abrigá-lo no foro privilegiado do STF, o que configura obstrução de Justiça.

– Sabia do esquema montado para usar investimentos da Petrobras no pré-sal com a finalidade de financiar o PT, além de sua própria eleição, segundo o ex-ministro Antonio Palocci;

– Ajudou o denunciado “quadrilhão do PMDB” — em que se incluem Michel Temer, Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima, Moreira Franco, Eliseu Padilha — a ocupar parte da Caixa Econômica, principalmente o fundo de investimento com recursos do FGTS, de onde, segundo o doleiro Lúcio Funaro, saíram milhões de reais em propinas para o grupo.

o esquema montado para usar investimentos da Petrobras no pré-sal com a finalidade de financiar o PT, além de sua própria eleição, segundo o ex-ministro Antonio Palocci;
 
– Ajudou o denunciado “quadrilhão do PMDB” — em que se incluem Michel Temer, Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima, Moreira Franco, Eliseu Padilha — a ocupar parte da Caixa Econômica, principalmente o fundo de investimento com recursos do FGTS, de onde, segundo o doleiro Lúcio Funaro, saíram milhões de reais em propinas para o grupo.
Felipe Moura Brasil resume a semana em vídeo. Assista...

Eternamente Iolanda

Assista aos outros vídeos de Felipe Moura Brasil para O Antagonista clicando na playlist Crônica Antagonista.

Fonte:
Gazeta do Povo + ESTADÃO

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1 comentário

  • Luiz de Santana Junior Aracaju - SE

    Moro não é candidato, Moro é nossa salvação!

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