Sem reforma da Previdência, teremos de cortar gastos, inclusive emenda parlamentar, diz Meirelles

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quinta-feira que a reforma da Previdência precisa ser aprovada para evitar que o governo tenha de fazer mais cortes de gastos, incluindo para emendas parlamentares, claro sinal à ala do Congresso Nacional que resiste a dar apoio à matéria.
"Isso (não aprovação da reforma) vai evidentemente restringir de uma forma gravíssima investimentos em educação, em segurança, saúde etc. E emendas parlamentares também", afirmou ele a jornalistas.
O governo do presidente Michel Temer tem usado com força a máquina pública para tentar garantir votos favoráveis suficientes à reforma da Previdência, inclusive liberando mais recursos a parlamentares. Mas não tem tido sucesso na empreitada, após usar recentemente boa parte de sua rede política para barrar denúncias contra ele no Congresso Nacional.
Meirelles votou a afirmar que o governo continuava trabalhando para que a reforma seja aprovado na próxima semana na Câmara dos Deputados, mas que, se isso não ocorrer, esperava que a votação acontecesse no início de 2018.
Na véspera, o Palácio do Planalto, a equipe econômica e seus principais interlocutores no Congresso precisaram montar uma operação de redução de danos para tentar mostrar que ainda não havia definição sobre a votação da reforma da Previdência, após o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), ter dito no final da tarde que a apreciação da proposta vai ficar para fevereiro de 2018.
Os mercados financeiros têm reagido com pessimismo a esse cenário, com o dólar em alta e encostando no patamar de 3,35 reais e bolsa de valores em queda.
1 comentário
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Adario da mata Frutal - MG
Que tal cortar pela metade os salários dos deputados, senadores, ministros, eliminar todos auxílios isto e aquilo, pois o Brasil real ( trabalhadores e pagadores de impostos) não tem nenhum auxílio, além de nós nos sustentarmos, ainda pagamos altos impostos...
Cortar salario não pode,, mas podem taxar de outra forma so' para corrigir essas enormes diferenças com o setor privado