Petrobras anuncia mais cortes em preços de combustíveis, apesar de alta do petróleo

Por José Roberto Gomes
SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras iniciará fevereiro com cortes nos preços da gasolina e do diesel nas refinarias, após já ter reduzido as cotações dos combustíveis no acumulado de janeiro, apesar da alta do petróleo e da gasolina no exterior.
Os reajustes seguem a nova sistemática de formação de preços da estatal, em vigor desde julho de 2017 e que procura seguir o mercado internacional, com alterações quase que diárias nos valores dos produtos --os repasses ao consumidor final, entretanto, dependem da estratégia das distribuidoras.
Nesta quarta-feira, a Petrobras informou que reduzirá os preços do diesel em 1,4 por cento e os da gasolina em 1,5 por cento nas refinarias a partir de quinta-feira, 1º de fevereiro.
Os cortes ocorrem após um janeiro de baixas nas cotações desses combustíveis nas refinarias. Os do diesel acumularam recuo de 1,5 por cento e os da gasolina, de 6 por cento.
Em contrapartida, o mês foi marcado por altas nas cotações internacionais do petróleo, com o mercado atento aos cortes de oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e à demanda aquecida.
O Brent, referência internacional, caminha para uma alta de quase 3 por cento, o melhor desempenho para janeiro desde 2013. Já a gasolina na Nymex acumula ganhos de mais de 4 por cento no mês.
Questionada sobre os movimentos contrários dos preços no Brasil e no exterior, a Petrobras disse em nota que derivados de petróleo e petróleo cru têm dinâmicas próprias de mercado, com amplas diferenças entre si.
"Desta forma, apesar de no longo prazo as cotações de petróleo e de seus derivados tenderem a apresentar comportamentos semelhantes, no curto prazo podem ocorrer, e de fato ocorrem, oscilações de diferentes magnitudes", disse a empresa.
Mais cedo nesta quarta-feira, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou, durante evento em São Paulo, que o mercado de combustíveis no Brasil está muito disputado, mas que a companhia tem lidado bem com isso.
A afirmação vem após a empresa ter anunciado ao longo de 2017 ter perdido mercado no Brasil para gasolina e diesel importados por outras empresas.
Nesta semana, a empresa informou que está elaborando um novo modelo de contrato de gasolina e óleo diesel, em busca de elevar sua participação de mercado no Brasil.
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