Preços de agropecuários caem no atacado e IGP-10 desacelera alta a 0,23% em fevereiro, diz FGV

SÃO PAULO (Reuters) - Os preços dos produtos agropecuários no atacado caíram e o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) desacelerou a alta a 0,23 por cento em fevereiro, depois do avanço de 0,79 por cento em janeiro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira.
A leitura deste mês ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters com economistas de alta de 0,36 por cento.
Em fevereiro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo-10 (IPA-10), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60 por cento do índice geral, desacelerou com força a alta a 0,09 por cento, contra 1,06 por cento no mês anterior.
No IPA, os preços dos Produtos Agropecuários caíram 1 por cento no mês, ante alta de 0,74 por cento em janeiro, enquanto o avanço dos Produtos Industriais desacelerou a 0,45 por cento, sobre 1,17 por cento.
Já o Índice de Preços ao Consumidor-10 (IPC-10), que responde por 30 por cento do índice geral, subiu 0,57 por cento em fevereiro e mostrou maior pressão ao consumidor ao acelerar ante o avanço de 0,36 por cento registrado em janeiro.
A principal pressão aqui veio do grupo Educação, Leitura e Recreação, cujos preços no período subiram 2,01 por cento em efeito sazonal após 0,65 por cento em janeiro, com destaque para os cursos formais.
A FGV informou ainda que o Índice Nacional de Custo da Construção-10 (INCC-10) teve alta de 0,32 por cento em fevereiro, ante variação positiva de 0,08 por cento no mês anterior.
O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.
(Por Camila Moreira)
0 comentário
Ibovespa recua com aversão a risco no exterior
Minério de ferro cai com preocupações sobre demanda após acidente em usina siderúrgica chinesa
Dólar sobe na abertura no Brasil em meio à busca global por segurança
UE está próxima de acordo comercial histórico com Índia, diz presidente da Comissão Europeia
China planeja novas medidas para estimular consumo nos próximos cinco anos
Empresas dos EUA estão otimistas com a China, diz relatório