Mercado da soja tem novas altas em Chicago nesta 5ª, ainda atento ao tensionado cenário geopolítico
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Nesta quinta-feira (19), os preços da soja avançam na Bolsa de Chicago, dando continuidade ao movimento positivo registrado na sessão anterior. Perto de 7h20 (horário de Brasília), os principais contratos subiam entre 4,5 e 10 pontos, refletindo um mercado que segue dividido entre fundamentos e fatores técnicos.
No campo fundamental, os investidores permanecem atentos ao cenário geopolítico global. As tensões no Oriente Médio continuam no radar, assim como as relações entre China e Estados Unidos, que seguem sendo determinantes para o comportamento das commodities agrícolas, especialmente diante do peso da demanda chinesa sobre o complexo soja.
O Irã atacou instalações energéticas em todo o Oriente Médio nas últimas horas, em resposta ao ataque de Israel ao seu campo de gás de South Pars, o que motiva uma nova disparada do petróleo brent, cujo preço já supera os US$ 115,00 por barril na manhã de hoje. Além disso, estreito de Ormuz segue bloqueado, congestionado e preocupando.
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Os futuros do óleo de soja, assim, também sobem na CBOT, mas não com a mesma intensidade. Quem lidera as altas no complexo soja é o farelo, que testa novas altas de mais de 1% nesta quinta-feira. Milho e trigo também continuam subindo.
Ao mesmo tempo, os traders também monitoram o avanço da safra na América do Sul. A reta final da colheita no Brasil e na Argentina, aliada ao ritmo de comercialização, influencia diretamente a formação dos preços. A oferta mais clara da região traz maior previsibilidade, mas ainda levanta questionamentos sobre a pressão que pode ser exercida no curto prazo.
Outro ponto de atenção está na logística brasileira. A possibilidade de uma nova greve dos caminhoneiros gera preocupação entre os agentes do mercado, uma vez que poderia comprometer o escoamento da produção e impactar os fluxos de exportação, fator que repercute também no mercado internacional.
Diante desse conjunto de variáveis, a alta desta manhã em Chicago reflete um ambiente de cautela, no qual os preços buscam sustentação após a intensa a recente volatilidade - que levou os preços ao limite de baixa para a soja em grão na segunda-feira -, enquanto operadores seguem ajustando posições e reagindo rapidamente às notícias que envolvem tanto a geopolítica quanto os fundamentos do setor.
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