Guerra do Paraguai e os 5 mitos: "Não houve genocídio nenhum..."

Publicado em 10/03/2018 10:41
2775 exibições
na Gazeta do Povo

Por Luan Sperandio, publicado pelo Instituto Liberal

O maior conflito sul-americano completou 148 anos de seu término neste início de março. Mesmo após tanto tempo, o Estado brasileiro ainda paga pensão para as famílias de 5 militares que lutaram naquele conflito.

Aproveitando o aniversário do armistício, vale desmistificar um pouco do que eu e, provavelmente, você, aprendemos na escola sobre a Guerra do Paraguai. Isso porque dois livros influenciaram muito a narrativa de que o Paraguai era uma potência emergente conduzida por Solano López, e que, temido pelo imperialismo Inglês, o Brasil foi estimulado a dizimar a população paraguaia, tornando pobre o que antes era um país próspero. “A Guerra do Paraguai, Grande Negócio”, escrito por León Pomer, e “Guerra do Paraguai: Genocídio Americano”, de Julio José Chiavenato, compõem obras que o escritor Leandro Narloch definiu como sendo “mais roteiro de ficção que pesquisa historiográfica”, apesar de muito influenciarem nossos livros didáticos sobre aquele conflito.

Maldita Guerra, de Francisco Doratioto, representa uma historiografia moderna, mais distante de interesses políticos por detrás da produção de narrativas – presentes na produção das obras de Pomer e Chiavenato. Pautado em relatórios estatísticos, cartas trocadas por agentes do conflito e se debruçando em arquivos, Doratioto conclui que as duas obras em questão não se baseavam em fontes primárias, mas sim na opinião política dos autores. Seu livro apresenta desde a tempestade iniciada no Prata, estopim da guerra, até detalhes do desenrolar do teatro da guerra, passando pelo fracasso da tentativa de guerra-relâmpago paraguaia e pela construção do Mito do Herói Solano López, na verdade um totalitário.

Apesar de a obra destruir pontos importantes da narrativa criada por Pomer e Chiavenato, os livros de história brasileiros não se atualizaram. Isso a despeito do próprio León Pomer já ter admitido publicamentehá décadas que escreveu coisas em sua obra das quais não possuía evidência alguma.

Baseado na obra de Doratioto, separamos 5 fatos sobre o conflito para que, ao menos, você saiba a verdade sobre o que ainda está pagando.

1) Ao desafiar o Brasil, Solano López era tão doido quanto Kim Jong Un ameaçando os EUA

O Brasil era 22 vezes mais populoso que o Paraguai. Solano López, um ditador com uma personalidade paranoica, acreditava que o Brasil invadiria seu país após o término do conflito da Guerra do Uruguai, iniciado em 1864. Apesar de melhor organizado militarmente, a chance de vencer o conflito seria em caso de uma guerra rápida, destoando muito do desenrolar dos fatos daquela guerra.

A explicação do porquê de tantas decisões equivocadas que foram tomadas em sequência por López não é difícil de entender. As decisões de um governante tendem a ser moderadas por alguns agentes, como imprensa e partidos de oposição. Contudo, não havia isso no Paraguai de Solano. O país possuía apenas um jornal, que era estatal; não havia partidos políticos de oposição, tampouco tradição diplomática em sua política externa.

A força bélica paraguaia consistia em 77 mil homens, mais que o quádruplo da brasileira (18 mil) quando iniciado o conflito. A reação tupiniquim foi lenta, demorando cerca de 5 meses, mas, a partir dela, ficou claro que o Paraguai perderia a guerra. Mesmo após tudo indicar isso, Solano insistiu nela por ainda 4 anos.

2) O Paraguai não era desenvolvido na época da guerra (e não é pobre hoje por causa dela)

O Paraguai do século XIX era rural, atrasado e burocrático. Faltava ao país liberdade econômica para atingir qualquer nível de desenvolvimento sustentável. Para se ter ideia, cerca de 90% de suas terras pertenciam à família do ditador Solano. O modelo de desenvolvimento econômico era tão opressor aos negócios que para ingressar em determinadas atividades econômicas era preciso autorização do Estado.

O motivo da falta de competitividade econômica não era segredo: em 1820, o pai do Solano, José Gaspar Francia, expulsou todos os empresários do país. O motivo? Temia ser deposto. Assim, ¾ do que o Paraguai consumia tinha de vir de países estrangeiros. Para se ter ideia, o Uruguai, que tinha metade da população paraguaia, exportava 6 vezes mais.

A imagem de Francisco López como um herói se dá em larga medida em razão de um livro encomendado por seu neto e que foi escrito no início do século XX com o intuito de melhorar a imagem do ditador e, eventualmente, reaverem as terras da família que haviam sido confiscadas após a guerra. É a criação de narrativas com finalidade política.

Certamente um conflito bélico pode atrasar o desenvolvimento de um país, mas atribuir a pobreza presente do Paraguai a uma guerra que ocorreu há 150 anos não faz sentido. A Alemanha é um dos países mais ricos do mundo, tal como o Japão, e eles foram totalmente devastados por um conflito que ocorreu há 7 décadas.

Ao longo do século XX, o Paraguai se caracterizou pela instabilidade política e por instituições extrativistas. Contudo, reformas econômicas no início deste século significaram um timming pointa partir da redução de burocracia e impostos, além de uma abertura comercial e governos responsáveis fiscalmente, o jogo virou: o aumento de produtividade paraguaia está possibilitando um crescimento sustentável. Na última década ele foi de 5,8% – quase 5 vezes superior ao crescimento brasileiro verificado no mesmo período.

3) A Inglaterra tinha uma política de “não intervenção” no continente sul-americano

Segundo o diplomata inglês da época Richard Francis Burton, os políticos da Câmara dos Comuns nem sequer possuíam conhecimento do que seria “Paraguai”. Pode parecer bizarro, mas eles viviam no Século XIX: além de não ter internet, tratava-se de um país pobre, distante e isolado.

Os ingleses até tentaram evitar o conflito por meio do representante britânico Edward Thornton. Ele escreveu ao governo Paraguaio no intuito de apaziguar a situação e sugeriu uma reconciliação, pedindo para que uma guerra não fosse iniciada. O esforço britânico não era a concretização de ‘Imagine’ de John Lennon, mas sim uma razão econômica: as empresas inglesas eram as que mais investiam em projetos de infraestrutura no Paraguai, Brasil e Argentina. Uma guerra provavelmente faria o dinheiro investido nesses projetos se perder.

4) O Brasil se endividou por causa da guerra

O governo brasileiro despendeu na guerra 614 mil contos de réis. O orçamento anual à época era de cerca de 55 mil contos de réis. Isto é: gastou-se 11 orçamentos anuais com uma guerra de apenas 6 anos.

A maior parte do financiamento da guerra foi custeada pelos próprios brasileiros a partir da emissão de títulos da dívida, sendo os principais credores bancos tupiniquins. Cerca de 8% do valor gasto com a guerra vieram de empréstimos externos.

A indenização cobrada pelo Brasil de 460 mil contos de réis no armistício jamais foi paga pelo Paraguai. Posteriormente, Getúlio Vargas perdoou a dívida oficialmente em 1930.

5) Não houve genocídio nenhum

Há uma enorme dificuldade em se calcular a porcentagem dos paraguaios mortos porque ninguém sabe quantos paraguaios existiam antes da guerra. Com toda a tecnologia do século XXI, já é difícil para o IBGE contabilizar a população brasileira a cada 10 anos, imagine o Paraguai fazer isso em meados do século XIX.

No censo paraguaio de 1846, foi estimado que o país tinha 250 mil habitantes; na demografia de 1857, o número supostamente saltou para mais de 1,3 milhões. Um número inaceitável para a historiadora americana Vera Reber. Segundo ela, para eles serem confiáveis, deveria haver um crescimento anual de absurdos 17%. Com o uso de metodologia da história demográfica, baseada nas taxas históricas de crescimento populacional paraguaio, além de compará-las com o restante da América Latina, a estudiosa concluiu que o Paraguai tinha, por ocasião do início da guerra, entre 285 mil a 318 mil habitantes. Ela calcula, portanto, que as perdas humanas com o conflito seriam em torno de 8% da população; exagerando nos números, 18%. Não deixa de ser um número bastante elevado, mas bastante diferente dos 95% e até 99% comumente alardeados. Vale ressaltar que entre um a dois terços das mortes no conflito não se deu por conflitos armados, mas por doenças, fome ou frio, sobretudo pela dificuldade logística da guerra.

Prisão de Lula será a viuvez política de FHC

Por Percival Puggina

Se desconsiderarmos os respectivos conceitos de democracia, seremos obrigados a concluir que o conflito entre PT e PSDB é jogado para o auditório. O dia de hoje, 7 de março, por exemplo, veio com carimbo na mão para certificar tal fato. No site da Folha, blog do Fernando Grostein Andrade, em longa entrevista, Fernando Henrique Cardoso fala sobre tudo, inclusive, em dado momento, sobre aquilo que é tema deste artigo: a relação entre PT e PSDB:

“Porque o PT e o PSDB nunca se juntaram? Nem quando tá lá no Congresso a coisa é positiva. Por disputa de poder, não por disputa ideológica. Se tivéssemos mais capacidade de diálogo, teria sido melhor. Não considerar como inimigo. Lembro que estava nos Estados Unidos. Tinha recebido um prêmio. O Zé Dirceu deu uma declaração que era melhor eu cuidar dos meus livros e meus netos. Por quê? Achavam com razão, que o competidor era o PSDB, mas não precisava tirar o tapete. Disseram uma porção de coisas e tal. Mas é a vida política. Se eu pudesse reviver a história eu tentaria me aproximar não só do Lula, mas de forças políticas que eu achasse progressistas em geral”.

FHC está reconhecendo que PT e PSDB são almas gêmeas separadas pela ambição inerente ao jogo do poder. Ele vê os dois partidos como “progressistas” oferecendo a mesma mercadoria sob diferentes trade marks. Muda o rótulo e o modo de comercializar, mas o conteúdo é igual. E não está enganado. Até os acionistas, os investidores, são basicamente os mesmos. Desde todo sempre, quando a situação se complica para o PT, FHC chega com uma sacola cheia de panos quentes. O grão-tucano está sempre pronto para lastimar as dificuldades de Lula com a Justiça. Quando o PT aparece envolvido em rolos, para FHC nada é grave, nada exige reação, tudo se resolve, basta ter calma e beber caldo de galinha.

É isso que explica a falta de energia tucana nos confrontos com o PT. É isso que explica a entrevista de FHC ao camarada Mario Sérgio Conti da Globo News, logo após a grande manifestação popular do dia 15 de março de 2015, quando afirmou aos olhos e ouvidos da nação que os gritos de “Fora Dilma” expressavam uma irritação, mas não uma intenção real…

Sim, sim, sempre houve algo de petista e um pigarro socialista fabiano na alma e na garganta do acadêmico que governou o Brasil durante oito anos. Lá atrás, na Constituinte de 1988, a esquerda do PMDB, onde sentavam FHC e seus companheiros, deixou o partido e fundou o PSDB exatamente por estarem mais próximos e articulados com o PT do que com o PMDB nas deliberações de plenário. Ao cabo de seus dois mandatos presidenciais, FHC preparou com carinhos paternais a entrega da faixa presidencial para o companheiro e amigo Lula.

Omitiu-se nas eleições subsequentes. Assumiu calado o papel de último pau do galinheiro retórico petista. Ofereceu-se em holocausto aos que o atacavam. Tirou o casaco, a gravata e abriu a camisa para o assassinato de sua reputação. E segue, agora, lamentando o afastamento político dos “progressistas”? Sim, a prisão de Lula será viuvez para FHC.

BOLHA “PROGRESSISTA” DE JORNALISTAS IMPEDE QUE ENTENDAM O SENSO COMUM: E BOLSONARO AVANÇA…

Um dos fenômenos mais relevantes de nossos tempos é o distanciamento entre formadores de opinião da mídia mainstream e o povo. Presos numa bolha “progressista”, nossos jornalistas simplesmente perderam a capacidade de compreender as reais demandas do Zé Povão, da dona Maria, dos trabalhadores em geral. Vou usar dois exemplos para ilustrar o ponto.

Em sua coluna de hoje, o ultra-esquerdista Bernardo Mello Franco tenta ridicularizar Jair Bolsonaro, que oficializou sua ida para o PSL nesta quarta. Mas tudo que o jornalista conseguiu foi mostrar sua incapacidade de entender brincadeiras e hipérboles, ou de captar o pulso da população. Vou comentar parágrafo a parágrafo:

Uma mistura de culto evangélico e programa policial de TV. Assim foi o ato que selou ontem a filiação de Jair Bolsonaro ao PSL. O presidenciável defendeu a liberação das armas e prometeu combater “vagabundos” e “marginais”. Ele temperou o discurso com menções a Deus e à “família brasileira”.

Aqui já vemos o desprezo preconceituoso pelo culto evangélico, sendo que parcela relevante da população brasileira é evangélica e frequenta cultos. Chamar bandidos de vagabundos e marginais é simplesmente colocar os pingos nos is, ao contrário dos jornalistas que os tratam como “vítimas da sociedade”. E mencionar Deus e a família é focar em valores básicos do povo. Qual seria o problema?

O deputado encarregou Magno Malta, dublê de senador e cantor gospel, de puxar uma corrente de oração. Em seguida, investiu no culto à própria personalidade. “Eu sou o Messias. Jair Messias Bolsonaro”, disse, para delírio dos seguidores que lotavam um dos plenários da Câmara.

Novamente notamos o preconceito ao mundo gospel, sendo que Magno Malta tem sido um político firme contra o socialismo. Oração virou pecado agora na era do estado “laico”? O jornalista não conseguiu sequer pescar a brincadeira com o sobrenome do candidato, posando de “messias”? Que Hitler perigoso! Melhor era Lula, né, que realmente se colocava como ungido contra as “elites”, que se comparou a sério com Tiradentes e até com Jesus Cristo, em seu surto de megalomania?

O capitão reformado incitou o sentimento nacionalista da plateia. “Vamos voltar a ter orgulho da nossa bandeira”, prometeu. “Mito! Mito! Mito!”, responderam os aliados, em coro. “Só tem uma maneira de esta bandeira ficar vermelha: com o meu sangue”, emendou Bolsonaro.

O patriotismo é visto com desdém pelos jornalistas “progressistas”, mas não pelo povo. Orgulho da bandeira é o que todos brasileiros decentes queremos resgatar. Impedir que nossa bandeira seja vermelha, ou seja, que o Brasil se torne comunista como a Venezuela, é uma meta louvável. Fica difícil entender o problema, uma vez mais.

“A violência se combate com energia, e se for necessário, com mais violência”, prosseguiu o pré-candidato. Ele prometeu pedir votos para os colegas da bancada da bala, que se acotovelavam a seu redor. “Quem sabe teremos aqui a bancada da metralhadora”, gracejou.

Alguma mentira em dizer que a violência se combate com energia e, se for preciso, com mais violência ainda? Será que o jornalista queria ouvir do candidato que a solução para o crime é acender postes na praça? Oferecer flores e lápis, quem sabe? A bancada da metralhadora foi uma sacada excelente: se os jornalistas chamam de forma pejorativa de “bancada da bala” aqueles que simplesmente defendem o direito básico de legítima-defesa do cidadão, então é preciso usar muita bala para se defender. O povo quer o direito de ter armas, como toda pesquisa e o plebiscito já comprovaram, mas os jornalistas insistem na agenda do desarmamento.

Dizendo-se defensor da família, o deputado disse que que a homossexualidade “não é normal”. “Um pai prefere chegar em casa e ver o filho com o braço quebrado no futebol, e não brincando de boneca”, discursou. “Casamento é entre homem e mulher, e ponto final”, continuou, apesar de o STF já ter reconhecido a união estável de pessoas do mesmo sexo.

Podemos entender normalidade de diferentes formas, mas se for por curva normal estatística, a homossexualidade não é a norma, e sim a exceção, e se for por entendimento biológico ou religioso, tampouco o normal é homem com homem e mulher com mulher. O casamento ser entre homem e mulher é algo que está em nossa Constituição inclusive, documento que talvez o jornalista pudesse ter lido antes de se escandalizar. E tenho certeza de que a imensa maioria dos pais brasileiros preferem ver seu filho quebrar o braço jogando bola do que brincando com bonecas, como se o gênero fosse uma “construção social”.

Em outra passagem, Bolsonaro prometeu varrer os partidos de esquerda do Congresso. “Quem reza dessa cartilha de esquerda não merece conviver com os bens da democracia e do capitalismo”, disse. “Nós temos que alijá-los”, acrescentou.

Os partidos de esquerda querem eliminar Bolsonaro enquanto defendem Maduro, mas isso pode. Já Bolsonaro afirmar que é preciso eliminar esses radicais comunistas que não aceitam as regras do jogo democrático, que desrespeitam a Justiça e que pregam o totalitarismo, isso não pode. Quantos votos extras Bolsonaro ganhou ao dizer isso? Mas o jornalista, de esquerda, não consegue entender que a maré vermelha mudou com a “onda conservadora”.

Deputado há 27 anos, o presidenciável se apresentou como promessa de renovação na política. Ele ainda citou Donald Trump como “exemplo para nós seguirmos” e atacou a imprensa, a quem acusou de “conivente com a corrupção”.

O jornalista deve achar que citar Trump como exemplo é algo terrível, afinal, seu jornal vive a demonizar Trump. Mas Trump… foi eleito, não foi? O republicano é, aliás, o melhor exemplo do abismo entre “Fake News” e população. Apanha diariamente da imprensa, mas só cresce com isso.

Antes de ouvir o líder, Magno Malta se ofereceu para o cargo de vice em sua chapa. Ex-aliado de Lula e Dilma Rousseff, ele evitou lembrar o passado ao lado dos petistas. “Agora você é extrema-direita. Isso não ofende, não”, disse, olhando para Bolsonaro. “Extrema-direita é o que nós somos”, concluiu.

Aqui o jornalista ou não entendeu a piada, ou fingiu que não entendeu para afirmar que Bolsonaro e Magno Malta realmente são de extrema-direita. Não: essa é a alcunha que os jornalistas deram, os mesmos que nunca falam em extrema-esquerda. Lula, Boulos, Ciro Gomes, Marina Silva: seriam todos apenas de esquerda, mesmo defendendo Maduro, socialismo etc. Já qualquer um à direita dos tucanos (de esquerda) são “extrema-direita”. Malta apenas fez troça do termo que a imprensa usa e abusa para denigrir Bolsonaro.

Enquanto isso, no caderno de Opinião, a coluna de Ascânio Seleme, que foi diretor de redação, acha que Lula foi um presidente popular que fez grande inclusão pelos pobres, e que demoniza Bolsonaro, resolveu apresentar uma “agenda do futuro”.

Num país com 14 milhões de desempregados e 60 mil homicídios por ano, que foi destruído pelos corruptos petistas, eis a pauta que ele tem em mente, e que gostaria de usar para mudar de assunto, já que corrupção é um tema chato (porque ele acha injusto ver Lula como o maior ladrão da história deste pais, uma vez que “há outros ex-presidentes que o deixam no chinelo quando se trata do usufruto ilegal do alheio coletivo”, sem citar nomes):

1) Passa da hora de o Brasil se debruçar e discutir seriamente uma política nacional para os combustíveis alternativos não fósseis; 

2) O envelhecimento da população no Brasil só é olhado do ponto de vista econômico. Na discussão da reforma da Previdência, o que se ouviu foi que a população brasileira está vivendo mais e vai consumir por mais tempo dinheiro recolhido ao INSS. É grave, sem dúvida, e trata-se de questão urgente para ser resolvida. Também é verdade que ele vai gastar mais em hospital e remédios. Mas quando falamos sobre a qualidade de vida dos velhos? Sobre a felicidade e a solidão dos idosos? Nenhum grupo de trabalho foi montado no governo ou no Congresso para discutir o assunto;

3) Em cinco anos, de 2013 até o final de 2018, a receita do trabalho feminino no mundo terá crescido 40%, de 13 trilhões para 18 trilhões de dólares. Ainda assim, as mulheres brasileiras receberão ao final deste ano em média 25% a menos do que os homens para fazer o mesmo trabalho. E quem discute isso no Brasil?

4) Transportes. É incrível como patinamos nesta área. Perdemos bilhões de reais e dezenas de milhares de vidas a cada ano porque nosso transporte está baseado em rodovias. Rodovias caindo aos pedaços. Na África, pasmem, já corre um trem de alta velocidade ligando Tanger a Casablanca a 320 quilômetros por hora;

5) A inteligência artificial está no dia a dia das pessoas. Está presente quando o cidadão faz compras pelo seu telefone, quando escolhe um filme na Netflix ou compra um livro na Amazon, por exemplo.

É isso mesmo: os brasileiros, desempregados, estão morrendo feito moscas, mas o ex-diretor de redação do jornal carioca quer falar de combustível alternativo, de grupo de trabalho estatal para debater a solidão dos idosos, de feminismo e igualdade salarial forçada independentemente da produtividade, de trem de alta velocidade e de compras pelo telefone.

“Está na hora de a gente olhar para essas coisas, não acha?”, conclui Seleme. Não, não achamos. Achamos que está na hora de enfrentar bandido vagabundo com mais rigor, de permitir a posse de arma para cidadão de bem se defender, de resgatar valores como patriotismo e família, e de combater a agenda libertina imoral dos movimentos “progressistas”, que querem enfiar goela abaixo das crianças a “ideologia de gênero”.

Quando lemos isso, não fica mais fácil entender o avanço de Bolsonaro nas pesquisas?

Rodrigo Constantino

BOLHA “PROGRESSISTA” DE JORNALISTAS IMPEDE QUE ENTENDAM O SENSO COMUM: E BOLSONARO AVANÇA…

Fonte: Blog Rodrigo Constantino

1 comentário

  • Ivo Bortolassi Foz do yguacu - PR

    Sou paraguaio e vivo neste abençoado Pais... essa matéria é tão ridícula que o pai do Marechal Francisco Solano Lopez foi Carlos Antônio Lopez, e não Dr. José Gaspar Rodrigues de Francia.

    5
    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      Ivo Bortolass, você é paraguaio mas escreve muito bem em português. Você está insinuando por acaso que devido à um possível erro na edição no nome do sujeito aí, por esse motivo os militares brasileiros seriam de alguma forma assassinos genocidas?

      6
    • IVO BORTOLASSIFOZ DO YGUACU - PR

      Rodrigo Polo Pires, em uma guerra não há vencedores mas que houve um massacre sim houve, uma das batalhas mais injustas foi a batalha de Acostañu já no fim da guerra quando crianças foram defender a pátria, não digo que são genocidas nem assassinos, pelo fato de ser uma guerra. Mas que fomos aniquilados isso sim fomos. E por escrever em português meus pais são Brasileiros y vivem aqui a 45 anos

      1
    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      Ivo, eu entendo que essas coisas deixem feridas profundas, mas não acredito que os militares brasileiros mataram crianças inocentes e indefesas. Se houve a tal batalha foi o governo Paraguaio que colocou armas na mão das crianças, por que motivo não sei, mas que essa história está mal contada, está.

      2
    • IVO BORTOLASSIFOZ DO YGUACU - PR

      Rodrigo Polo Pires, toda história tem 3 versões, a de um lado, a do outro e a Verdadeira hehehe

      1
    • ADEGILDO MOREIRA LIMAPRESIDENTE MEDICI - SC

      Não estou dando créditos a um ou a outro, mas hoje em dia esta cada vez mais comum aparecer um especialista que em um livro surpreendente desminta todas as versões construídas e transmitidas por historiadores, antropólogos, sociólogos, apresentando a unica versão verdadeira sobre determinado tema, e nós perplexos acatamos as novas interpretações, para alguns anos depois serem novamente desmentidas. Fato irrebatível é que a historia sempre foi e será escrita pela conveniência e sob a ótica dos vencedores, aqueles que perdem jamais serão os mocinhos, sempre os bandidos. Cesar já disse: ai dos vencidos

      0
    • CARLO MELONISAO PAULO - SP

      ::: ai dos vencidos que tentarao esconder a humilhaçao com a calunia--

      0
    • ANTONIO REGINALDO DE SÁ FILHOSALGUEIRO - PE

      E a terra é plana, não teve ditadura no Brasil, não existe aquecimento global, não existe desmatamento no Brasil,e mais imbecilidades ditas. eu quero só saber onde esta onda de idiotices vai nos levar?

      5