Exportações da China em outubro sobem mais que o esperado em antecipação a tarifas dos EUA

Publicado em 08/11/2018 07:49
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Por Lusha Zhang e Ryan Woo

PEQUIM (Reuters) - A China divulgou exportações muito mais fortes do que o esperado em outubro uma vez que os exportadores apressaram os embarques para os Estados Unidos, seu maior parceiro comercial, devido à entrada em vigor de tarifas mais altas no início do próximo ano.

O crescimento das importações também foi contra as expectativas de uma desaceleração, sugerindo que as medidas de impulso ao crescimento de Pequim para sustentar a economia podem estar lentamente começando a fazer efeito.

Outubro foi o primeiro mês completo após a última rodada de tarifas dos EUA sobre produtos chineses entrar em vigor em 24 de setembro, em uma intensificação significativa da batalha comercial.

As exportações da China cresceram 15,6 por cento no mês passado em relação ao ano anterior, mostraram dados divulgados nesta quinta-feira pela alfândega, acelerando sobre a taxa de 14,5 por cento de setembro e superando a expectativa de analistas de desaceleração para 11 por cento.

"O forte crescimento das exportações em outubro foi impulsionado pela antecipação dos carregamentos por exportadores", disse Iris Pang, economista do ING, destacando que o mês normalmente é mais tranquilo devido a feriados.

Washington prometeu elevar a tarifa de 10 por cento para 25 por cento na virada do ano, e o presidente norte-americano, Donald Trump, alertou que se as negociações com o líder chinês Xi Jinping não forem produtivas, ele pode rapidamente adotar taxas sobre outros 267 bilhões de dólares em importações chinesas.

Em outubro, as exportações da China para os EUA subiram 13,2 por cento em relação ao ano anterior.

As importações totais da China em outubro aceleraram para 21,4 por cento em outubro de 14,3 por cento em setembro, contra expectativa de desaceleração para 14 por cento.

O superávit comercial com todos os países ficou em torno de 34 bilhões de dólares no mês, contra expectativa de 35 bilhões e 31,69 bilhões em setembro.

Fonte: Reuters

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