China diz que encontro entre Trump e Xi foi "amigável", mas não dá novos detalhes

Publicado em 06/12/2018 08:39 e atualizado em 06/12/2018 10:39
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PEQUIM (Reuters) - O encontro entre os presidentes dos da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Donald Trump, na Argentina foi "amigável e sincero" e ajudará a evitar mais tensões comerciais, afirmou nesta quinta-feira um diplomata chinês, mas sem oferecer novos detalhes sobre as negociações.

Os dois líderes mantiveram discussões durante a cúpula do G20 em Buenos Aires na semana passada e concordaram com uma trégua em sua guerra comercial.

O conselheiro de Estado, Wang Yi, principal diplomata do governo chinês, afirmou que as discussões sobre os atritos comerciais foram extremamente positivas e construtivas, ajudando a alcançar um consenso que funcionou tanto para a China quanto para os EUA.

Xi e Trump tiveram "profundas conversas em uma atmosfera amigável e sincera", marcando a direção para uma resolução apropriada entre os dois países, disse Wang, em comunicado publicado no site do Ministério das Relações Exteriores.

"Os dois lados concordaram em promover de forma conjunta as relações sino-americanas com base em coordenação, cooperação e estabilidade, e promover trocas e cooperação em vários campos nos dois países para alcançar ainda mais resultados", completou.

"As discussões sobre questões econômicas e comerciais entre os dois lados foram bastante positivas e construtivas, e alcançaram um consenso consistente."

Esse consenso inclui impedir atritos comerciais com a disseminação, retorno ao diálogo para resolver questões, e uma meta conjunta de cooperação para beneficiar a economia global, disse Wang.

Os dois países aplicaram tarifas sobre produtos um do outro no valor de centenas de bilhões de dólares. Os EUA adotaram taxas adicionais de entre 10 e 25 por cento sobre 250 bilhões de dólares em produtos chineses este ano, mas como parte da trégua acordada por Xi e Trump, os EUA não elevarão mais as tarifas em 1º de janeiro, para que novas negociações possam acontecer.

(Reportagem de Ben Blanchard; reportagem adicional de Adam Jourdan em Xangai)

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China exalta encontro Trump-Xi e diz estar "muito confiante" em acordo comercial

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Por Yawen Chen e Se Young Lee

PEQUIM (Reuters) - A China expressou nesta quinta-feira confiança em alcançar um acordo comercial com os Estados Unidos dentro do período de 90 dias de trégua acertado entre as partes, e considerou o encontro recente entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, um grande sucesso.

Trump e Xi acertaram na semana passada, durante cúpula do G20 na Argentina, um cessar-fogo que adiou um aumento nas tarifas impostas a 200 bilhões de dólares de bens chineses de 10 para 25 por cento, planejado para 1º de janeiro, enquanto negociam um pacto comercial.

"Estamos muito confiantes de chegar a um acordo (com os EUA) dentro dos próximos 90 dias", disse o porta-voz do Ministério do Comércio da China, Gao Feng, em um boletim semanal, acrescentando que os dois lados têm se comunicado e cooperado "tranquilamente" desde que os líderes se encontraram em Buenos Aires.

O grande objetivo da China durante os três meses de negociações comerciais é cancelar todas as tarifas impostas pelos EUA aos seus bens, disse Gao.

Seus comentários coincidiram com a prisão de uma importante executiva da gigante tecnológica chinesa Huawei por parte de autoridades canadenses a pedido de Washington, o que ameaça aumentar novamente as tensões entre as duas maiores potências econômicas do mundo.

EUA e China adotaram tarifas sobre bens de centenas de bilhões de dólares em setores como o de automóveis, agrícola e energético, travando o comércio e reformulando as cadeias de suprimento globais.

Pela primeira vez desde o encontro, Gao confirmou que Pequim concordou em adotar o consenso alcançado pelos dois lados nestes três setores, mas não deu detalhes de nenhuma medida específica.

"Começaremos com produtos agrícolas, energia, automóveis para implementar imediatamente as questões sobre as quais os dois lados chegaram a um consenso", disse Gao quando indagado sobre o que está na pauta das negociações.

"Depois, nos próximos 90 dias, seguiremos um cronograma e um itinerário claros para negociar questões como a proteção do direito de propriedade intelectual, cooperação tecnológica, acesso ao mercado e equilíbrio comercial", afirmou, enfatizando que as consultas devem ter como base atender os interesses das duas partes.

A Casa Branca disse que a China se comprometeu a comprar mais produtos norte-americanos e a remover barreiras tarifárias e não-tarifárias de imediato, ao mesmo tempo iniciando conversas sobre mudanças estruturais ligadas a transferências forçadas de tecnologia e proteção da propriedade intelectual.

(Por Ben Blanchard, Se Young Lee e Yawen Chen; Reportagem adicional de Adam Jourdan e Ryan Woo)

Fonte: Reuters

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