Itaú reduz previsões de inflação e mantém perspectiva de Selic estável em 2019

Publicado em 14/12/2018 17:01 e atualizado em 14/12/2018 19:09
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SÃO PAULO (Reuters) - O Itaú Unibanco revisou para baixo suas previsões para a inflação no Brasil neste e no próximo ano, em razão dos preços de combustíveis, eletricidade e alguns preços definidos pelo mercado, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira.

Agora, a expectativa é de que a inflação feche em 3,8 por cento neste ano e em 3,9 por cento no próximo, depois de incorporada a inércia dos preços mais baixos de combustíveis --a previsão anterior para ambos os anos era de 4,2 por cento.

A meta de inflação perseguida pelo Banco Central é de 4,5 por cento neste ano e 4,25 por cento no próximo, com intervalo de 1,5 por cento de oscilação. Para 2020, a instituição manteve a projeção inalterada em 4 por cento.

"As mudanças nas previsões de inflação e balanço de riscos no comunicado de dezembro do Copom são consistentes, em nossa visão, com nossa previsão de estabilidade da taxa Selic em 6,50 por cento durante o ano de 2019", escreveu a equipe de economistas chefiada por Mario Mesquita.

No relatório divulgado nesta sexta-feira, os economistas também reduziram suas estimativas para o déficit primário a 1,7 por cento neste ano, de 1,8 por cento. Para 2019, a previsão é de 1,3 por cento, "mas o resultado pode ser melhor com a possibilidade de receitas extraordinárias".

Para o PIB, o banco prevê crescimento de 1,3 por cento neste ano e 2,5 por cento no ano seguinte, quando também acredita que a reforma da Previdência será aprovada no Congresso.

Na última quarta-feira, ao manter a taxa de juros no seu piso histórico de 6,5 por cento, conforme amplamente esperado pelo mercado, o Banco Central indicou um quadro mais benigno para a inflação, retirando qualquer menção a uma eventual alta dos juros à frente.

Magazine Luiza vai acelerar investimento em 2019 para transformar negócios em plataforma digital

SÃO PAULO (Reuters) - A Magazine Luiza vai acelerar os investimentos no próximo ano para ganhar escala, em um movimento alinhado à melhora da confiança na economia, como parte de uma estratégia que visa transformar o negócio em uma plataforma digital que conectará empresas e clientes.

"A digitalização da economia permitiu surgimento de plataformas digitais que tem crescido mais exponencialmente que negócios focados em ativos fixos", disse a jornalistas o diretor presidente da varejista, Frederico Trajano, após encontro com analistas e investidores na capital paulista.

Trajano não quis informar o valor a ser investido em 2019 nem um percentual de crescimento sobre 2018, mas afirmou que os recursos serão direcionados para tecnologia, reformas e abertura de novas lojas que servirão de apoio à operação de comércio eletrônico dentro da multicanalidade.

Neste ano até setembro, a companhia desembolsou 234 milhões de reais, um aumento de 87 por cento ante igual intervalo de 2017, conforme balanço trimestral divulgado em 5 de novembro.

"O ano de 2018 foi de virada para companhia, apesar de um cenário macro mais desafiador do que todo mundo imaginava. Perfeição é utópico, mas se teve um ano que nos aproximamos disso foi 2018 e temos base sólida para o ciclo que vem pela frente", contou diretor presidente, observando que o quarto trimestre tem sido muito positivo.

Dentre os investimentos previstos para 2019, a Magazine Luiza destinará algumas dezenas de milhões de reais na automação do seu maior centro de distribuição, localizado no município de Louveira (SP).

Além disso, o vice-presidente comercial e de operações da empresa, Fabrício Bittar Garcia, afirmou que o Magazine Luiza seguirá investindo em lojas com mini centros de distribuição para ganhar agilidade logística e acelerar o tempo de entrega, assim como têm feito rivais como a Via Varejo. As 100 novas lojas abertas em 2018 já contam com mini CDs e outras 101 foram reformadas, elevando para 261 o total de pontos físicos inseridos neste modelo desde 2017.

A empresa vem se empenhando para agregar mais vendedores e expandir o catálogo de produtos do seu marketplace, que na avaliação de Trajano será a espinha dorsal da futura plataforma digital. "Queremos trazer empresas analógicas para o mercado digital. Nosso marketplace está apenas começando", disse.

Todas as 950 lojas do Magazine Luiza já têm sortimento de produtos vendidos por terceiros e o objetivo é expandir os serviços prestados dentro da plataforma, que já oferece antecipação de recebíveis aos vendedores e cartão de crédito a clientes.

"A tendência é que no futuro tenhamos uma conta digital e/ou 'wallet' (carteira)... Operacionalmente faz sentido dentro do marketplace", revelou Trajano, ponderando que o movimento depende de uma regulamentação amplamente aguardada do Banco Central para o chamado "open banking".

O diretor executivo de comércio eletrônico do Magazine Luiza, Eduardo Galanternick, destacou que a companhia adota a estratégia "Mobile First", com foco no aplicativo da empresa, que já soma 19 milhões de downloads e tem participação maior que o site nas vendas.

A ideia é agregar diversas funcionalidades ao aplicativo e torná-lo um "Super App", a exemplo do que fizeram varejistas chinesas como o Alibaba, disseram os executivos, citando, além de serviços financeiros, a operadora virtual de telefonia Maga+.

Anunciada no início do ano e implementada em agosto, a Maga+ compreende um plano de 4GB e 100 minutos de voz por 39,90 reais. O projeto veio para complementar o plano de transformação digital das operações e introduzir clientes que antes não tinham acesso a dados em seus aparelhos.

Por volta das 17:00, as ações da Magazine Luiza subiam 2,1 por cento, a 171,03 reais, acumulando alta de mais de 100 por cento em 2018. No mesmo momento, o Ibovespa tinha variação negativa de 0,44 por cento.

Fonte: Reuters

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