Sob cautela, dissipação dos riscos externos tira força do dólar e eleva Ibovespa

Publicado em 12/02/2019 10:41 e atualizado em 12/02/2019 15:20
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Em dia (terça, 12) com ares de menos tensões no plano internacional e no Brasil vigorando a expectativa de alta do presidente Jair Bolsonaro e, portanto, a apresentação da reforma da Previdência ao Congresso semana próxima, o dólar segue menor e a bolsa sobe, alinhados ao exterior.

O Ibovespa e o Ibovespa Futuro, após outra sessão de perdas na véspera, abriram do outro lado da tabela, acima, respectivamente, em torno dos 1,30% e 1,40%, também empurrados por balanços de empresas. E com a menor dissipação de riscos, o dólar aumentou suas perdas nesta tarde, para mais de 1,10%, estando na faixa dos R$ 3,71, na mão inversa da segunda, quando avançou 0,67%.

Além da ida de escalão de alto nível americano a Pequim para tentar fechar um acordo antes de 1º marco, sob pena de entrar em vigor as sanções, os Democratas aliviaram a possibilidade de nova paralisação do governo de Donald Trump. Foi apresentado uma contraproposta para a construção do muro, bem abaixo do solicitado pelo presidente dos Estados Unidos, mas ao menos está sendo visto como menor inflexão.

Com bolsas internacionais em alta, especialmente as americanas, e um dólar Index mais fraco frente a um cesta de outras 6 divisas fortes, os commodities também vão de performance positiva.

Tanto o minério de ferro em Dailan, quanto o petróleo Brent em Londres, que se recupera da queda de ontem e escala na casa dos 2%, com o barril brigando pouco acima dos US$ 62.

No mercado interno, nada foi carregado de ruído sobre a Previdência, sempre no foco, mas naturalmente a cautela é a meta dos agentes. No entanto, a notícia de que o presidente poderá deixar o hospital na sexta-feira, anima a possibilidade de que as propostas do ministro Paulo Guedes para as aposentadorias sejam conhecidas na outra semana.

 

 

Por Giovanni Lorenzon
Fonte Notícias Agrícolas

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