Sem NY e novidades de EUAxChina, mercados ficarão presos à Previdência e Bebianno

Publicado em 18/02/2019 10:48 e atualizado em 18/02/2019 13:35
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Nesta segunda (18) a direção do câmbio e da bolsa será dada quase que somente por Brasília - e assim deverá ser até quarta, quando se espera seja conhecida a proposta da Previdência, e os primeiros desdobramentos da aguardada demissão do secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno. Por hora, os ativos de risco se movimentam sob cautela, descolados do mercado americano fechado pelo feriado e também das negociações China-EUA que serão retomadas amanhã.

Na altura das 10h55, a divisa amerciana se valorizava em torno de 0,70%, em R$ 3,73. O Ibovespa cedia na faixa de 0,45/050% e o Ibovespa Futuro perdia pouco mais, 0,73%, ambos seguindo o fechamento menor da sexta. Hoje também é dia de vencimento de opções, que influi no recuo, e ao longo do dia importantes balanços corporativos deverão ser divulgados.

Quanto a Bebianno, alvo de denúncia e investigação sobre candidatos-laranjas, o mercado avalia o potencial de dificuldades que pode ser gerado no Legislativo, caso sai atirando pelo que se imagina de informações que ele tenha de quando foi presidente do PSL, coordenador da campanha de Jair Bolsonaro a até os 50 dias de  ministro. O presidente da República teria minimizado essa possibilidade.

Sempre a especulação quanto ao custo por votos dos parlamentares para o governo com uma crise durante à tramitação, ainda mais com potenciais vazamentos de fontes a respeito de possível "desidratação" da proposta de reforma suavizando para servidores públicos, mas com impacto negativo aos estados, conforme deu a Folha de S. Paulo.

Isso tem dado um pouco de peso ao dólar.

Dos Estados Unidos e China prevalece as notícias sobre boa vontade quanto a um acordo, cujas negociações serão retomadas esta semana em Washington, além do discurso de Donald Trump quanto à expectativa de prorrogar por mais 60 dias, a partir de 1º de março, as tratativas se até lá não houver chegado a consenso sobre pontos centrais.

O petróleo abriu em alta, depois da expressiva subida da sexta, diante do cenário de que a Rússia vai frear sua produção e os países produtores da Opep irão renovar os cortes iniciados em 1º de janeiro.

Por: Giovanni Lorenzon
Fonte: Notícias Agrícolas

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