Governo Bolsonaro tem avaliação positiva de 38,9%, aprovação pessoal é de 57,5%, diz CNT/MDA

Publicado em 26/02/2019 12:01 e atualizado em 27/02/2019 10:19
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Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - O governo do presidente Jair Bolsonaro é bem avaliado por 38,9 por cento dos brasileiros, apontou pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira, quando o presidente se aproxima de completar dois meses no poder.

De acordo com o levantamento do instituto MDA, encomendado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), 19 por cento têm uma avaliação negativa da gestão Bolsonaro, ao passo que 29 por cento a consideram regular. O levantamento apontou que 13,1 por cento dos entrevistados não souberam opinar.

Ainda de acordo com o levantamento, 57,5 por cento aprovam o desempenho pessoal de Bolsonaro na Presidência, enquanto 28,2 desaprovam e 14,3 por cento não souberam opinar.

Essa é a primeira pesquisa do instituto sobre a avaliação do governo Bolsonaro desde a posse do presidente em 1º de janeiro.

"Para a CNT, os resultados mostram avaliação positiva de Jair Bolsonaro, com 57,5 por cento dos entrevistados aprovando seu desempenho pessoal, maior índice obtido por um presidente desde novembro de 2013", disse a CNT na conta da entidade no Twitter.

O instituto também pediu que os entrevistados fizessem comparações entre o governo Bolsonaro e os dos ex-presidente Michel Temer (MDB) e Dilma Rousseff (PT). Para 55,4 por cento, a gestão atual é a melhor que a do emedebista, que antecedeu o atual presidente, ao passo que 55,9 por cento avaliam o governo como melhor do que o da petista.

A sondagem indicou que 24,3 por cento acham o atual governo igual ao de Temer e 19,4 por cento o consideram igual ao de Dilma. Ainda, 8,7 por cento acham que o governo piorou sob Bolsonaro em relação a Temer e 14,5 por cento entendem que piorou na comparação com Dilma.

PREVIDÊNCIA E POSSE DE ARMAS

O levantamento também indagou sobre a aprovação de duas medidas legislativas prioritárias para o atual governo: a reforma da Previdência e o pacote anticrime, apresentado ao Congresso pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

Sobre a Previdência, medida apontada como essencial para reequilibrar as contas públicas, 45,6 por cento desaprovam a medida, ao passo que 43,4 por cento aprovam, disse o CNT/MDA, que apontou ainda que 11 por cento dos entrevistados não responderam ou não souberam opinar.

Já no pacote anticrime, que inclui medidas com a intenção de combater a corrupção e o crime organizado, 62 por cento o aprovam, enquanto 18,8 por cento o desaprovam e 19,2 por cento não sabem ou não respondeu.

Sobre o decreto que flexibiliza a posse de armas, assinado pelo presidente e uma de suas principais promessas na campanha eleitoral, a maioria desaprova a medida, de acordo com a pesquisa, que colocou a desaprovação ao decreto em 52,6 por cento, enquanto a aprovação é de 42,9 e o percentual dos que não souberam ou não responderam foi de 4,5 por cento.

O MDA ouviu 2.002 pessoas entre os dias 21 e 23 de fevereiro em 137 municípios de 25 unidades da federação. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.

Fonte Reuters/Estadão

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