Ibovespa fecha em queda com Vale entre maiores pressões; RD dispara

Publicado em 27/02/2019 18:06 e atualizado em 27/02/2019 20:20
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SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista fechou com o Ibovespa em queda nesta quarta-feira, com as ações da Vale entre as maiores pressões negativas após perder o grau de investimento pela Moody's, enquanto os papéis da RD dispararam quase 9 por cento após balanço e anúncio de aquisição da rede de drogarias Onofre.

As ações da Petrobras fecharam em alta tendo de pano de fundo a alta do petróleo no exterior e expectativas para o resultado do quarto trimestre, após o fechamento do pregão. O Credit Suisse espera lucro líquido de 3,19 bilhões de reais.

Índice de referência do mercado brasileiro, o Ibovespa caiu 0,3 por cento, a 97.307,50 pontos, de acordo com dados preliminares, em sessão na qual trocou de sinal algumas vezes, oscilando da mínima de 96.885,98 pontos à máxima de 97.781,81 pontos. O giro financeiro somava 11,48 bilhões de reais.

Dow e S&P 500 recuam após testemunho de ex-advogado de Trump

NOVA YORK (Reuters) - O índice acionário norte-americano S&P 500 fechou em leve queda nesta quarta-feira, mas acima do menor nível na sessão, depois de testemunhos no Congresso dos Estados Unidos de representantes de comerciais e do banco central do país, além de depoimento de um ex-advogado de Donald Trump, que trouxe algumas surpresas.

O S&P 500 <.SPX> fechou em queda de 0,05 por cento, a 2.792,38 pontos, enquanto o Dow Jones <.DJI> teve recuo de 0,28 por cento, a 25.985,16 pontos. O Nasdaq <.IXIC> teve oscilação positiva de 0,07 por cento, a 7.554,51 pontos.

Ex-advogado de Trump ataca presidente, mas não apresenta provas de conluio

WASHINGTON (Reuters) - Michael Cohen, ex-advogado pessoal do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou o caráter de seu antigo cliente em uma audiência tensa no Congresso nesta quarta-feira, classificando-o como um "vigarista" que soube de antemão sobre a divulgação de emails roubados com o objetivo de prejudicar sua rival democrata na eleição presidencial de 2016.

Mas Cohen, que foi um "solucionador de problemas" do presidente republicano, disse não ter provas diretas de que Trump se mancomunou com a Rússia para fortalecer sua campanha à Casa Branca, uma linha de inquérito essencial na investigação do procurador especial Robert Mueller sobre a Rússia que vem assombrando Trump durante seus dois anos de governo.

"Estou envergonhado porque sei quem o senhor Trump é. Ele é um racista. Ele é um vigarista. Ele é um trapaceiro", disse Cohen a um comitê da Câmara dos Deputados.

"Donald Trump é um homem que concorreu ao governo para tornar sua marca grande, não para tornar nosso país grande", acrescentou Cohen. "Ele não tinha desejo ou intenção de liderar esta nação – só de fazer marketing de si mesmo e de aumentar sua riqueza e poder."

A Casa Branca não comentou de imediato o depoimento de Cohen, mas mais cedo nesta quarta-feira Trump acusou seu ex-empregado de mentir.

"Ele fez coisas ruins sem relação com Trump. Ele está mentindo para reduzir sua pena de prisão", tuitou Trump do Vietnã, onde se encontra com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un.

Cohen afirmou que Trump aprovou pagamentos para acobertar relacionamentos extraconjugais, uma violação das leis de financiamento de campanha, e que orientou as negociações de um projeto imobiliário em Moscou durante a corrida presidencial, apesar de ter declarado publicamente que não tinha investimentos na Rússia.

Ele não chegou a dizer que Trump ou sua campanha conspirou diretamente com a Rússia, mas que "tenho minhas suspeitas".

"Eu não usaria a palavra conluio", disse Cohen a respeito dos negócios de Trump com a Rússia, mas acrescentou que havia "algo estranho" no bom relacionamento de seu ex-cliente com o presidente russo, Vladimir Putin.

"Há muitos pontos que parecem levar para a mesma direção", disse.

Parlamentares republicanos presentes à audiência tentaram minar Cohen e seu depoimento diversas vezes, retratando-o como um mentiroso incurável que se beneficiou de crimes financeiros e dizendo que a audiência foi um primeiro movimento de uma investida democrata visando um impeachment de Trump.

Fonte Reuters

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