Ministro da Economia debate reforma da Previdência na Câmara

Publicado em 03/04/2019 10:02 e atualizado em 03/04/2019 23:59
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Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara coloca em pauta reforma da Previdência

Confira o vídeo depoimento do Ministro Paulo Guedes na Comissão de Constituição e Justiça, na Câmara dos Deputados:

Fonte: Câmara dos Deputados

O ministro da Economia, Paulo Guedes, vai hoje (3), às 14h, à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, primeira etapa de tramitação do texto, para debater a proposta de emenda à Constituição da reforma da Previdência (PEC 6/19).

Segundo o presidente da CCJ, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), a audiência pública deve ser longa, mas “proveitosa”.

“A duração da audiência vai depender do número de inscritos. Já temos quase 50 deputados inscritos. Às 13h30, vamos abrir a ficha de inscrição. Acredito que o Paulo Guedes vai ficar pelo menos até os deputados todos poderem utilizar a palavra”, disse o deputado ontem (2), após reunião com líderes da base aliada na residência oficial da Câmara.

Os parlamentares querem que o ministro esclareça pontos da reforma previdenciária dos trabalhadores civis, a alteração do regime previdenciário dos militares e a reestruturação da carreira das Forças Armadas.

A audiência com o ministro estava marcada para 26 de março, mas Guedes cancelou a ida, alegando que preferiria comparecer depois que a comissão escolhesse o relator da proposta.

Ontem, o secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, após participar de reunião com deputados e o ministro da Economia, afirmou que o governo vai continuar a defender a proposta integral de reforma da Previdência, mas as novas regras de aposentadoria rural e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) poderão ser suprimidas se a maioria dos parlamentares decidir.

Líderes partidários acertaram que a proposta de retirar do texto da reforma da Previdência as mudanças nas regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC), da aposentadoria rural e a desconstitucionalização (com rebaixamento para lei complementar) das regras previdenciárias deve ser discutida na comissão especialque vai analisar o mérito da PEC 6/19).  

Para mais informações, acesse o site da Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

3 comentários

  • Tiago Gomes Goiânia - GO

    Bem vindo Paulo Guedes a esse circo chamado legislativo!
    O que Paulo Guedes passou foi o mesmo que Joaquim Levy passou quando peregrinou pelo congresso tentando apagar as pautas bombas (que impactavam na economia) trazidas por Eduardo Cunha para minar de vez o governo Dilma.
    Parte da população dava gargalhada a cada pedrada que Levy tomava e a cada pauta-bomba aprovada ... afinal o quanto pior era melhor.
    Segue o mesmo padrão de auto sabotagem tupiniquim.

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    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      Paulo Guedes saiu vencedor, não há comparação com o Levy que não possui a habilidade politica que Paulo Guedes possui. Bolsonaro está certo mais uma vez. O recado está dado, se essa reforma não for aprovada e o país falir, o povo inteiro saberá de quem foi a culpa.

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    A esquerda não quer discutir a reforma, quer fazer politica partidária. Os métodos todos puderam ver, pregar no oponente todo tipo de rótulo infamante, (nesse caso o ministro Paulo Guedes seria um "monstro" que quer matar os pobres de fome), apelam para o sentimento que a maioria tem de parar de trabalhar o minimo para se aposentar com o máximo possivel... Foram ofensas e mais ofensas, o Paulo Paim começou elogiando para logo em seguida ofender o ministro. A esquerda faz isso por que se debater a sério perde feio. Então o Zeca Dirceu tumultuou para evitar os discursos a favor da reforma. Quem não viu a Maria do Rosário, histérica como sempre, em pé apontando o dedo para o ministro? E dentre aqueles que estão contra, os esquerdas, nenhum entende nada de economia, e como diz o Telmo Heinen, querem fazer colheita no pomar alheio. Eles não ligam para as finanças do país, quanto pior melhor. O imposto sobre grandes fortunas, por exemplo, há uma idéia assim, o sujeito veio de outra região e formou uma fazenda de 10.000 ha, tem cinco filhos e quer deixar 2.000 para cada um. O estado vem então para fazer justiça social e cobra metade do valor dos bens em impostos, pois se trata de uma grande fortuna. Eles convencem os pobres de que fazendo isso a pobreza acaba, quando na verdade acaba é com a economia brasileira. Os politicos usaram muito isso contra o ministro Paulo Guedes mas mentindo sem parar. Acusando assim, voce diz que quer isso... mas na verdade quer ferrar com os pobres, os fracos, etc... O ministro Paulo Guedes aprendeu fazer politica e isso é muito bom, na guerra politica o agressor sempre perde.

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    • TIAGO GOMESGOIÂNIA - GO

      Rodrigo conforme postei em uma mensagem anterior assim funciona esse pandemônio político partidário no Brasil, ainda mais quando não se tem um líder nato conduzindo o país e é jogada a bomba no colo de um ministro para tentar articular com o congresso. Assim foi feito com Joaquim Levy no sofrível governo Dilma e assim vai sendo com Bolsonaro. Enquanto Bolsonaro não chamar para si a articulação fica difícil. Sinceramente o que fez a esquerda ontem é corriqueiro com quem está na oposição, independente de viés ideológico. Mas o que me chama atenção é a apatia da dita base governista, mais precisamente o PSL, que ao meu ver parece não estar muito disposto a defender com unhas e dentes a proposta, o que vi ontem, ficando ate tarde da noitr para ver a reprise foi uma apatia generalizada da base governista. Isso que deve preocupar Bolsonaro e sua equipe e não a esquerda tupiniquim que está no seu papel de oposição.

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    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      Tiago, aquilo que houve ontem foi a realização prática das regras para radicais do Saul Alinski, o filho do zé Dirceu, criou aquela situação para não deixar a oposição falar, nem o ministro deixaram falar. Mas ele fez politica e acabou com os esquerdistas, voce não compreende o que estamos fazendo, estamos mudando a politica no país, e é natural que funcionários públicos achem ruim perder as mordomias e mamatas, normal que politicos mequetrefes não queiram a mudança do sistema politico, pois nunca mais ganharão eleição. Nós não precisamos de "lideres", temos nosso projeto, nosso programa e ele está sendo vencedor, e voces ainda não viram nada. Esperem um pouco mais.

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    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      Sobre o papel do presidente, não é função dele interferir no legislativo, isso é coisa de personalidades totalitárias, o que se viu ontem foi a falta completa de compromisso dessa "oposição", criminosos que estão soltos graças ao STF, com o Brasil. A Russia mandou soldados e aviões ai ao lado na Venezuela, e Bolsonaro fez muito bem em estreitar laços com os EUA e Israel. Acho que prá Russia só o poderio militar Israelense dá conta.

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  • EDMILSON JOSE ZABOTT PALOTINA - PR

    Alguns irão dizer que o ministro Paulo Guedes perdeu a compostura, foi mal educado etc.. Mas, ao contrário , é e deve ser assim que deve ser tratado a Velha Política e os Velhos e Corruptos Políticos... Ouviram de um Ministro altamente técnico o que nunca imaginaram ouvir... Porque sempre pisaram e metiam pressão nos ministros indicados politicamente.
    Ou faz a reforma , ou não se faz a reforma da Previdência...
    Cabe a todos nós levar apoio a está nova prática de condução das Políticas Públicas para o Brasil e os Brasileiros.

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    • ADEGILDO MOREIRA LIMAPRESIDENTE MEDICI - SC

      Concordo e avalizo totalmente seu comentário... tiveram 20 anos para fazer o que pregam mas não fizeram e agora querem exigir que tudo seja feito em 3 meses.

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